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| "Quer seja um grão de areia ou uma pedra, na água ambos afundam igualmente." |
Você não pode exigir a resposta certa se fizer a pergunta errada.
O filme Old boy mexeu bastante comigo... é uma história de vingança, desejo, amor, busca de sentido, aprisionamento e violência... tanto física quanto emocional... A violência emocional do filme dá arrepios na espinha e nos remete a única proibição universal.
A história tem muito sangue ao mesmo tempo que entra música clássica nas cenas que tive que fechar os olhos.
Achei semelhante em algumas partes com as cenas do anticristo e a base nos dois filmes é o desejo humano.
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| O desejo que condena |
Gostaria muito que todas lagartixas assistissem a esse filme pois gostaria muito de escrever sobre Lévi Strauss quando todas souberem do final (que não teria graça se eu escrevesse agora e desvendasse o grande prazer do filme, descobrir por que e quem manteu o protagonista sequestrado por 15 anos).
No aguardo de todas
Com carinho
Carla
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| Advento de uma nova ordem |



"Os amantes se amam cruelmente
ResponderExcluire com se amarem tanto não se vêem.
Um se beija no outro, refletido.
Dois amantes o que são? Dois inimigos. (...)"
Destruição (Carlos Drummond de Andrade)
por Carla
nossa, que verdade cruel! amo que joguem verdades na minha cara... d.
ResponderExcluirsobre o filme, carlinha, vou colocar na lista, beijos
ResponderExcluirComo é difícil colocar os pés no chão.
ResponderExcluirUm concreto construído por nós, com o peso da nossa existência.
"Desejamos" desde os primórdios da nossa pequena (ez) existência. Recuamos, travamos, ou nos aprisionam.
Mas que portas devem ser abertas?
A paixão desnorteia, entorpece, confunde.
Mais uma vez o espelho nos revela as profundezas da alma.
"Injetamos" no outro e sorvemos aos poucos a vida que projetamos.
Alguém se desmancha ou se "esvai" para que o desejo permaneça vivo.
Limites.
Quando devemos renunciar?
Acho que quando nos damos conta da existência do outro além de nós.
O Amor não machuca, aquece.
Não bate, abraça.
Graça, Graça, Graça.
Vida.
Vc disse:
A Natureza desfaz.
A Vida organiza.
Bj
Às vezes aquece, às vezes braça e muitas vezes tb mata.....
ResponderExcluirAbraço apertado demai asfixia.
Bj
MJ
Agora, eu diria que o dia tem quer 28 horas!!!
ResponderExcluirUfa, tô sempre atrasada....
Vou adicionar à minha lista, Carla! Obrigada!
beijocas
Sil Azul
tsre
ResponderExcluirO amor aquece e abraça, que mostra o lado da graça sim...
ResponderExcluirComo no filme A Árvore da Vida: temos dois caminhos possíveis, o da Natureza e o da Graça... o da graça sempre me pareceu graça mascarada a outros, mas hoje vejo que não. A graça pode ser sincera e espontânea como a natureza, pode haver um desejo de graça e é nisso que consta a graça do amor... do amor de fato...
O que confunde o nome amor e o carrega de tamanho peso é na realidade o peso do relacionamento, da expectativa, da insegurança e da falta de liberdade que normalmente se coloca em uma relação.
Acabo de sair de uma tempestade em relação a isso, entendendo que se relacionar é tão difícil que, por vezes, não me vi disposta ou não me vi competente, capaz de estar nisso. Mas o jogo se inverteu quando sai de mim e dialoguei sobre todos esses fantasmas que, em maioria, nunca encontraram lugar na realidade, apenas a assombravam tentando conquistá-la.
Sem dúvida, o conflito vicioso e universal é o conflito entre desejo pessoal e ser social... tive em uma aula de psicanálise: o que queremos não é necessariamente o que desejamos. Querer x desejar. Queremos ser tal tipo de pessoa, queremos desejar algumas coisas, por uma série de motivos, mas o desejo nem sempre alcança isso. Mas, acho que isso não precisa ser considerado sem saída. Creio que em maioria o sofrimento em relação a isso pode ser evitado, se pararmos para nos escutar e nos cuidarmos, nos olharmos de cara limpa, afinal, de comum as máscaras tem a abertura nos olhos, sempre poderemos enxergar se quisermos... enfim, se nos olharmos podemos descobrir que nosso desejo não é sempre tão impossivel de ser realizado e assumido ao social... da mesma forma que somos agredidos com o que vem de fora, podemos "agredir" um pouquinho sim para fora, podemos pedir paciência e compreensão à assustadora sociedade, que nada mais é, um bando de cada um...
Depois de um massacre de descrença, estou, por fim, otimista e iluminada... acho que é uma questão de escolha. O peso estará sempre presente, mas alguns sobrepesos podemos tirar para não virarmos corcundas precocemente...
Beijos no bando cada um!
Jú.
OBS: O espelho, também, ao invés de necessariamente ser o poeminha de Quintana, "O amor é um beijo no espelho", pode na realidade ser uma das melhores pontes de acesso direto à nós mesmos. Termos um espelho em nossa frente, nos obrigando a nos olharmos. Nunca me enxerguei como agora, enxergo minhas graças e muitas desgraças, muitos lados que nunca teria percebido sem alguém segurar um espelho diante de mim. O relacionamento me trouxe isso, me mostra a todo momento isso...
ResponderExcluirBj!
Jú.