sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Sozinha, sozinha....
De quem é esta foto the best?
Gostei, exatamente como eu estava escrevendo para vocês.....
beijocas mulherada
Silvia
Saudades de Nossas Quartas
Queridas Amigas, Companheiras, Confrades e Parceiras:
Que saudades! Saudades do tamanho do oceano (que é azul), estou escrevendo para falar à todas que estou mais forte, menos fragilizada, com muita cortisona no corpo (Tô devorando o que vejo na frente),
ah, sim, tenho dores, e muito formigamento. Mas de forma geral estou forte e cabeça lúcida!
Quero agradeçer a atenção de todas comigo, vocês me fizeram mais forte do nunca!
Repetindo: Nossa Confraria é algo Extraordinário!!!! Vocês não tem noção das coisas que tenho ouvido!!!
Queridas, amo vocês!
beijocas
Silvia
Que saudades! Saudades do tamanho do oceano (que é azul), estou escrevendo para falar à todas que estou mais forte, menos fragilizada, com muita cortisona no corpo (Tô devorando o que vejo na frente),
ah, sim, tenho dores, e muito formigamento. Mas de forma geral estou forte e cabeça lúcida!
Quero agradeçer a atenção de todas comigo, vocês me fizeram mais forte do nunca!
Repetindo: Nossa Confraria é algo Extraordinário!!!! Vocês não tem noção das coisas que tenho ouvido!!!
Queridas, amo vocês!
beijocas
Silvia
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Música João Bosco
Ainda Sobre o texto do Ferreira Gullar.
Que maravilha poder falar do amor com esta clareza,tocando cada pedacinho de quem já viveu e quase morreu por amor ?
Pra complementear a leitura da Ângela, segue letra da música do João Bosco:
Coração
Sem perdão,
Diga fale por mim
Quem roubou toda a minha alegria
O amor me pegou,
Me pegou pra valer
Aí que a dor do querer,
Muda o tempo e a maré
Vendaval sobre o mar azul
Tantas vezes chorei,
Quase desesperei
E jurei nunca mais seus carinhos
Ninguém tira do amor,
Ninguém tira, pois é
Nem doutor nem pajé,
O que queima e seduz, enlouquece
O veneno da mulher
O amor quando acontece
A gente esquece logo
Que sofreu um dia,
Ilusão
O meu coração marcado
Tinha um nome tatuado
Que ainda doía,
Pulsava só a solidão
O amor quando acontece
A gente esquece logo
Que sofreu um dia,
Esquece sim
Quem mandou chegar tão perto
Se era certo um outro engano
Coração cigano
Agora eu choro assim
Que maravilha poder falar do amor com esta clareza,tocando cada pedacinho de quem já viveu e quase morreu por amor ?
Pra complementear a leitura da Ângela, segue letra da música do João Bosco:
Quando o Amor Acontece
João Bosco
Sem perdão,
Diga fale por mim
Quem roubou toda a minha alegria
O amor me pegou,
Me pegou pra valer
Aí que a dor do querer,
Muda o tempo e a maré
Vendaval sobre o mar azul
Tantas vezes chorei,
Quase desesperei
E jurei nunca mais seus carinhos
Ninguém tira do amor,
Ninguém tira, pois é
Nem doutor nem pajé,
O que queima e seduz, enlouquece
O veneno da mulher
O amor quando acontece
A gente esquece logo
Que sofreu um dia,
Ilusão
O meu coração marcado
Tinha um nome tatuado
Que ainda doía,
Pulsava só a solidão
O amor quando acontece
A gente esquece logo
Que sofreu um dia,
Esquece sim
Quem mandou chegar tão perto
Se era certo um outro engano
Coração cigano
Agora eu choro assim
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
NOITE DA ANGELA
Sobre o amor
Houve uma época em que eu pensava que as pessoas deviam ter um gatilho na garganta: quando pronunciasse — eu te amo —, mentindo, o gatilho disparava e elas explodiam. Era uma defesa intolerante contra os levianos e que refletia sem dúvida uma enorme insegurança de seu inventor. Insegurança e inexperiência. Com o passar dos anos a idéia foi abandonada, a vida revelou-me sua complexidade, suas nuanças. Aprendi que não é tão fácil dizer eu te amo sem pelo menos achar que ama e, quando a pessoa mente, a outra percebe, e se não percebe é porque não quer perceber, isto é: quer acreditar na mentira. Claro, tem gente que quer ouvir essa expressão mesmo sabendo que é mentira. O mentiroso, nesses casos, não merece punição alguma.
Por aí já se vê como esse negócio de amor é complicado e de contornos imprecisos. Pode-se dizer, no entanto, que o amor é um sentimento radical — falo do amor-paixão — e é isso que aumenta a complicação. Como pode uma coisa ambígua e duvidosa ganhar a fúria das tempestades? Mas essa é a natureza do amor, comparável à do vento: fluido e arrasador. É como o vento, também às vezes doce, brando, claro, bailando alegre em torno de seu oculto núcleo de fogo.
O amor é, portanto, na sua origem, liberação e aventura. Por definição, anti-burguês. O próprio da vida burguesa não é o amor, é o casamento, que é o amor institucionalizado, disciplinado, integrado na sociedade. O casamento é um contrato: duas pessoas se conhecem, se gostam, se sentem a traídas uma pela outra e decidem viver juntas. Isso poderia ser uma COisa simples, mas não é, pois há que se inserir na ordem social, definir direitos e deveres perante os homens e até perante Deus. Carimbado e abençoado, o novo casal inicia sua vida entre beijos e sorrisos. E risos e risinhos dos maledicentes. Por maior que tenha sido a paixão inicial, o impulso que os levou à pretoria ou ao altar (ou a ambos), a simples assinatura do contrato já muda tudo. Com o casamento o amor sai do marginalismo, da atmosfera romântica que o envolvia, para entrar nos trilhos da institucionalidade. Torna-se grave. Agora é construir um lar, gerar filhos, criá-los, educá-los até que, adultos, abandonem a casa para fazer sua própria vida. Ou seja: se corre tudo bem, corre tudo mal. Mas, não radicalizemos: há exceções — e dessas exceções vive a nossa irrenunciável esperança.
Conheci uma mulher que costumava dizer: não há amor que resista ao tanque de lavar (ou à máquina, mesmo), ao espanador e ao bife com fritas. Ela possivelmente exagerava, mas com razão, porque tinha uns olhos ávidos e brilhantes e um coração ansioso. Ouvia o vento rumorejar nas árvores do parque, à tarde incendiando as nuvens e imaginava quanta vida, quanta aventura estaria se desenrolando naquele momento nos bares, nos cafés, nos bairros distantes. À sua volta certamente não acontecia nada: as pessoas em suas respectivas casas estavam apenas morando, sofrendo uma vida igual à sua. Essa inquietação bovariana prepara o caminho da aventura, que nem sempre acontece. Mas dificilmente deixa de acontecer. Pode não acontecer a aventUra sonhada, o amor louco, o sonho que arrebata e funda o paraíso na terra. Acontece o vulgar adultério - o assim chamado -, que é quase sempre decepcionante, condenado, amargo e que se transforma numa espécie de vingança contra a mediocridade da vida. É como uma droga que se toma para curar a ansiedade e reajustar-se ao status quo. Estou curada, ela então se diz — e volta ao bife com fritas.
Mas às vezes não é assim. Às vezes o sonho vem, baixa das nuvens em fogo e pousa aos teus pés um candelabro cintilante. Dura uma tarde? Uma semana? Um mês? Pode durar um ano, dois até, desde que as dificuldades sejam de proporção suficiente para manter vivo o desafio e não tão duras que acovardem os amantes. Para isso, o fundamental é saber que tudo vai acabar. O verdadeiro amor é suicida. O amor, para atingir a ignição máxima, a entrega total, deve estar condenado: a consciência da precariedade da relação possibilita mergulhar nela de corpo e alma, vivê-la enquanto morre e morrê-la enquanto vive, como numa desvairada montanha-russa, até que, de repente, acaba. E é necessário que acabe como começou, de golpe, cortado rente na carne, entre soluços, querendo e não querendo que acabe, pois o espírito humano não comporta tanta realidade, como falou um poeta maior. E enxugados os olhos, aberta a janela, lá estão as mesmas nuvens rolando lentas e sem barulho pelo céu deserto de anjos. O alívio se confunde com o vazio, e você agora prefere morrer.
A barra é pesada. Quem conheceu o delírio dificilmente se habitua à antiga banalidade. Foi Gogol, no Inspetor Geral quem captou a decepção desse despertar. O falso inspetor mergulhara na fascinante impostura que lhe possibilitou uma vida de sonho: homenagens, bajulações, dinheiro e até o amor da mulher e da filha do prefeito. Eis senão quando chega o criado, trazendo-lhe o chapéu e o capote ordinário, signos da sua vida real, e lhe diz que está na hora de ir-se pois o verdadeiro inspetor está para chegar. Ele se assusta: mas então está tUdo acabado? Não era verdade o sonho? E assim é: a mais delirante paixão, terminada, deixa esse sabor de impostura na boca, como se a felicidade não pudesse ser verdade. E no entanto o foi, e tanto que é impossível continuar vivendo agora, sem ela, normalmente. Ou, como diz Chico Buarque: sofrendo normalmente.
Evaporado o fantasma, reaparece em sua banal realidade o guardaroupa, a cômoda, a camisa usada na cadeira, os chinelos. E tUdo impregnado da ausência do sonho, que é agora uma agulha escondida em cada objeto, e te fere, inesperadamente, quando abres a gaveta, o livro. E te fere não porque ali esteja o sonho ainda, mas exatamente porque já não está: esteve. Sais para o trabalho, que é preciso esquecer, afundar no dia-a-dia, na rotina do dia, tolerar o passar das horas, a conversa burra, o cafezinho, as notícias do jornal. Edifícios, ruas, avenidas, lojas, cinema, aeroportos, ônibus, carrocinhas de sorvete: o mundo é um incomensurável amontoado de inutilidades. E de repente o táxi que te leva por uma rua onde a memória do sonho paira como um perfume. Que fazer? Desviar-se dessas ruas, ocultar os objetos ou, pelo contrário, expor-se a tudo, sofrer tudo de uma vez e habituarse? Mais dia menos dia toda a lembrança se apaga e te surpreendes gargalhando, a vida vibrando outra vez, nova, na garganta, sem culpa nem desculpa. E chegas a pensar: quantas manhãs como esta perdi burramente! O amor é uma doença como outra qualquer.
E é verdade. Uma doença ou pelo menos uma anormalidade. Como pode acontecer que, subitamente, num mundo cheio de pessoas, alguém meta na cabeça que só existe fulano ou fulana, que é impossível viver sem essa pessoa? E reparando bem, tirando o rosto que era lindo, o corpo não era lá essas coisas... Na cama era regular, mas no papo um saco, e mentia, dizia tolices, e pensar que quase morro!...
Isso dizes agora, comendo um bife com fritas diante do espetáculo vesperal dos cúmulos e nimbos. Em paz com a vida. Ou não.
O texto acima foi extraído do livro "A estranha vida banal", editora José Olympio - 1989, e consta da antologia "As 100 melhores crônicas brasileiras", Editora Objetiva, pág. 279 - Rio de Janeiro - 2005, organização e introdução de Joaquim Ferreira dos Santos.
| O amor passado a limpo... |
Ferreira Gullar
Houve uma época em que eu pensava que as pessoas deviam ter um gatilho na garganta: quando pronunciasse — eu te amo —, mentindo, o gatilho disparava e elas explodiam. Era uma defesa intolerante contra os levianos e que refletia sem dúvida uma enorme insegurança de seu inventor. Insegurança e inexperiência. Com o passar dos anos a idéia foi abandonada, a vida revelou-me sua complexidade, suas nuanças. Aprendi que não é tão fácil dizer eu te amo sem pelo menos achar que ama e, quando a pessoa mente, a outra percebe, e se não percebe é porque não quer perceber, isto é: quer acreditar na mentira. Claro, tem gente que quer ouvir essa expressão mesmo sabendo que é mentira. O mentiroso, nesses casos, não merece punição alguma.
Por aí já se vê como esse negócio de amor é complicado e de contornos imprecisos. Pode-se dizer, no entanto, que o amor é um sentimento radical — falo do amor-paixão — e é isso que aumenta a complicação. Como pode uma coisa ambígua e duvidosa ganhar a fúria das tempestades? Mas essa é a natureza do amor, comparável à do vento: fluido e arrasador. É como o vento, também às vezes doce, brando, claro, bailando alegre em torno de seu oculto núcleo de fogo.
O amor é, portanto, na sua origem, liberação e aventura. Por definição, anti-burguês. O próprio da vida burguesa não é o amor, é o casamento, que é o amor institucionalizado, disciplinado, integrado na sociedade. O casamento é um contrato: duas pessoas se conhecem, se gostam, se sentem a traídas uma pela outra e decidem viver juntas. Isso poderia ser uma COisa simples, mas não é, pois há que se inserir na ordem social, definir direitos e deveres perante os homens e até perante Deus. Carimbado e abençoado, o novo casal inicia sua vida entre beijos e sorrisos. E risos e risinhos dos maledicentes. Por maior que tenha sido a paixão inicial, o impulso que os levou à pretoria ou ao altar (ou a ambos), a simples assinatura do contrato já muda tudo. Com o casamento o amor sai do marginalismo, da atmosfera romântica que o envolvia, para entrar nos trilhos da institucionalidade. Torna-se grave. Agora é construir um lar, gerar filhos, criá-los, educá-los até que, adultos, abandonem a casa para fazer sua própria vida. Ou seja: se corre tudo bem, corre tudo mal. Mas, não radicalizemos: há exceções — e dessas exceções vive a nossa irrenunciável esperança.
Conheci uma mulher que costumava dizer: não há amor que resista ao tanque de lavar (ou à máquina, mesmo), ao espanador e ao bife com fritas. Ela possivelmente exagerava, mas com razão, porque tinha uns olhos ávidos e brilhantes e um coração ansioso. Ouvia o vento rumorejar nas árvores do parque, à tarde incendiando as nuvens e imaginava quanta vida, quanta aventura estaria se desenrolando naquele momento nos bares, nos cafés, nos bairros distantes. À sua volta certamente não acontecia nada: as pessoas em suas respectivas casas estavam apenas morando, sofrendo uma vida igual à sua. Essa inquietação bovariana prepara o caminho da aventura, que nem sempre acontece. Mas dificilmente deixa de acontecer. Pode não acontecer a aventUra sonhada, o amor louco, o sonho que arrebata e funda o paraíso na terra. Acontece o vulgar adultério - o assim chamado -, que é quase sempre decepcionante, condenado, amargo e que se transforma numa espécie de vingança contra a mediocridade da vida. É como uma droga que se toma para curar a ansiedade e reajustar-se ao status quo. Estou curada, ela então se diz — e volta ao bife com fritas.
Mas às vezes não é assim. Às vezes o sonho vem, baixa das nuvens em fogo e pousa aos teus pés um candelabro cintilante. Dura uma tarde? Uma semana? Um mês? Pode durar um ano, dois até, desde que as dificuldades sejam de proporção suficiente para manter vivo o desafio e não tão duras que acovardem os amantes. Para isso, o fundamental é saber que tudo vai acabar. O verdadeiro amor é suicida. O amor, para atingir a ignição máxima, a entrega total, deve estar condenado: a consciência da precariedade da relação possibilita mergulhar nela de corpo e alma, vivê-la enquanto morre e morrê-la enquanto vive, como numa desvairada montanha-russa, até que, de repente, acaba. E é necessário que acabe como começou, de golpe, cortado rente na carne, entre soluços, querendo e não querendo que acabe, pois o espírito humano não comporta tanta realidade, como falou um poeta maior. E enxugados os olhos, aberta a janela, lá estão as mesmas nuvens rolando lentas e sem barulho pelo céu deserto de anjos. O alívio se confunde com o vazio, e você agora prefere morrer.
A barra é pesada. Quem conheceu o delírio dificilmente se habitua à antiga banalidade. Foi Gogol, no Inspetor Geral quem captou a decepção desse despertar. O falso inspetor mergulhara na fascinante impostura que lhe possibilitou uma vida de sonho: homenagens, bajulações, dinheiro e até o amor da mulher e da filha do prefeito. Eis senão quando chega o criado, trazendo-lhe o chapéu e o capote ordinário, signos da sua vida real, e lhe diz que está na hora de ir-se pois o verdadeiro inspetor está para chegar. Ele se assusta: mas então está tUdo acabado? Não era verdade o sonho? E assim é: a mais delirante paixão, terminada, deixa esse sabor de impostura na boca, como se a felicidade não pudesse ser verdade. E no entanto o foi, e tanto que é impossível continuar vivendo agora, sem ela, normalmente. Ou, como diz Chico Buarque: sofrendo normalmente.
Evaporado o fantasma, reaparece em sua banal realidade o guardaroupa, a cômoda, a camisa usada na cadeira, os chinelos. E tUdo impregnado da ausência do sonho, que é agora uma agulha escondida em cada objeto, e te fere, inesperadamente, quando abres a gaveta, o livro. E te fere não porque ali esteja o sonho ainda, mas exatamente porque já não está: esteve. Sais para o trabalho, que é preciso esquecer, afundar no dia-a-dia, na rotina do dia, tolerar o passar das horas, a conversa burra, o cafezinho, as notícias do jornal. Edifícios, ruas, avenidas, lojas, cinema, aeroportos, ônibus, carrocinhas de sorvete: o mundo é um incomensurável amontoado de inutilidades. E de repente o táxi que te leva por uma rua onde a memória do sonho paira como um perfume. Que fazer? Desviar-se dessas ruas, ocultar os objetos ou, pelo contrário, expor-se a tudo, sofrer tudo de uma vez e habituarse? Mais dia menos dia toda a lembrança se apaga e te surpreendes gargalhando, a vida vibrando outra vez, nova, na garganta, sem culpa nem desculpa. E chegas a pensar: quantas manhãs como esta perdi burramente! O amor é uma doença como outra qualquer.
E é verdade. Uma doença ou pelo menos uma anormalidade. Como pode acontecer que, subitamente, num mundo cheio de pessoas, alguém meta na cabeça que só existe fulano ou fulana, que é impossível viver sem essa pessoa? E reparando bem, tirando o rosto que era lindo, o corpo não era lá essas coisas... Na cama era regular, mas no papo um saco, e mentia, dizia tolices, e pensar que quase morro!...
Isso dizes agora, comendo um bife com fritas diante do espetáculo vesperal dos cúmulos e nimbos. Em paz com a vida. Ou não.
O texto acima foi extraído do livro "A estranha vida banal", editora José Olympio - 1989, e consta da antologia "As 100 melhores crônicas brasileiras", Editora Objetiva, pág. 279 - Rio de Janeiro - 2005, organização e introdução de Joaquim Ferreira dos Santos.
Cortázar em Barcelona
Caras lagartas comilonas,
Comecei esse ano indo ao encontro de quarta-feira, mas dessa vez não no ninho-caldeirão.
Quis assistir a uma peça de teatro em Barcelona. A primeira pesquisa que fiz pela internet foi a Sala Becket de teatro, eis que surge na página de entrada:
Cronópios Rotos: Variaciones sobre Cortázar
Desacreditei...Logo abandonei a ideia de assistir a algo tipicamente espanhol ou tipicamente catalão para volver ao nosso querido argentino axolot.
Os contos trabalhados na peça foram Torito e Grafite!
Fiz "lição de casa", como em nossas quartas li os contos antes de ir, em português e em espanhol, para conseguir acompanhar a peça, fiquei com receio de me focar apenas em tentar entender as palavras que diziam e não entrar no espetáculo de fato...
No palco estavam duas camas de hospital, uma com o narrador de Torito e, na outra, a moça de Grafite. Entre eles estava uma mulher sentada em um banco.
Os atores dramatizaram o texto, falando ele inteiro. Não há uma palavra fora. Quanto à mulher, ficou em silêncio do começo ao fim, à deriva dos discursos, intercalados, de cada um. Ambos dialogando com o silêncio.
A peça trabalhou "o ponto vélico" dos contos, a derrota das personagens, o "combate perdido", como estava escrito no folheto:
Tanto en Torito como en Graffit, assistimos a la evocación de um combate perdido: contra um rival más joven y preparado, en el caso del viejo boxeador, y contra la violencia institucional durante una dictadura en el de la joven. Y se trata en ambos, también, de la necessidad de compartir, de comunicar, de dar testemunho a la lucha y del fracasso, como si sólo el acto de narrar fuera capaz de dar sentido a una y a otro.
Faltou apenas o banquete compartilhado no caldeirão, pois de presença estavam todas, o espetáculo deu vida ao nosso encontro para mim e, agora, transmito isso a vocês através das palavras.
Vi uma Barcelona diversa. Das vielas charmosas, de prédios baixos com sacadas cheias de flores e roupas penduradas, das obras malucas e lindas de Gaudí, dos resquícios da Idade Média, com portões, igrejas, muralhas, janelas com grade de ferro ao Picasso, Miró... e, o que mais me chamou atenção: as bordas das obras, onde a tinta e o papel acabam, ficando disformes, mostrando para mim que eles de fato fizeram aquilo, senti que torna menos distante e mais palpável, concreto, mais humano, imperfeito... Pude ver de Vick Cristina Barcelona, nos cafés, restaurantes e ruas às cenas do Biutiful, com camelôs guardando às pressas seus produtos e, em seguida, correndo disparado da polícia.
Sebo vi um apenas e, ainda, com os mesmos preços nos livros das livrarias. Onde mais vi livros expostos à rua foi em bancas de jornal, as quais vendiam de filosofia, receita à literatura.
Prima, o que é o Mar Mediterrâneo....? Tirei todas as camadas de meia, meia calça e entrei até o joelho, quase congelei, mas foi uma delícia!
Agora vou me arrumar para ir ao ninho nessa quarta-feira.
Hasta luego!
Besos!
Jú.
sábado, 14 de janeiro de 2012
LAGARTA E BORBOLETA
Vocês fazem parte deste projeto.
É muito bom receber o olhar do outro.
A coisa se torna verdadeira.
Bj, carinho,
Cláudia
Manish lança menu especial de jantar
Postado em 13/01/2012 às 20:48 por Arnaldo Lorençato | ComentáriosSalão movimentado: novidades no jantar (Foto: Mario Rodrigues)
Para organizá-lo, o sócio Paulo Abbud, dono também do Farabbud, conta que aboliu por completo o uso de temperos industrializados e privilegiou ingredientes orgânicos. A criação das receitas, todas inéditas no restaurante, teve a mão da empresária Cláudia Bellintani, mulher Abbud. “Procurei fazer sugestões leves. Não há qualquer tipo de fritura. São pratos que como em minha casa”, diz Cláudia.
Composto de sopa, salada e prato principal, o menu especial custa R$ 58,90.
Tanto as sopas quanto a salada também são vendidas separadamente e têm preços avulsos.
Eis o novo menu:
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
A GUERRA ESTÁ DECLARADA
É um filme sobre o amor.
Amor entre homens e mulheres,
Amor de Mãe,
Amor de Pai,
Amor à Vida,
Amor à profissão,
Amor.
Tem um lugar entre a emoção e a razão que é mostrado de forma sublime.
Até que ponto o amor sobrevive na dor?
A diretora é roteirista, atora e a história é sobre o que ela, o marido e o filho viveram na vida real. O melhor é que os três estão em cena nos ensinando que a vida vale a pena.
O filme é dedicado aos médicos e profissionais da área que atuam num lugar tênue que fica entre a realidade e o sonho. Impressionante como existem pessoas que se doam. Por Amor.
Assistam.
Bjs,
Carinho,
Cláudia
| A Trindade Divina... |
Amor de Mãe,
Amor de Pai,
Amor à Vida,
Amor à profissão,
Amor.
Tem um lugar entre a emoção e a razão que é mostrado de forma sublime.
Até que ponto o amor sobrevive na dor?
A diretora é roteirista, atora e a história é sobre o que ela, o marido e o filho viveram na vida real. O melhor é que os três estão em cena nos ensinando que a vida vale a pena.
O filme é dedicado aos médicos e profissionais da área que atuam num lugar tênue que fica entre a realidade e o sonho. Impressionante como existem pessoas que se doam. Por Amor.
Assistam.
Bjs,
Carinho,
Cláudia
Nossas Quartas
Hi Tixas!!!!
Saudades de todas!
Sejam muito benvindas Confrades Carla e Juju!!!!
Nosso último encontro foi um petit comité com as presenças de Inês, Angela, Denise, Silvia, Thaís e da anfitriã Cláudia. Íntimo, cheios de confidências somadas ao Conto Ventos Alísios de Cortázar. Chegamos a conclusão de que os dois casais não suportaram a traição...foi interessante. E aí trazemos para nossa realidade e isso doeu um pouco....
Well, Cláudia como sempre manda muito bem, fez um bacalhau diferente com muitos legumes simplesmente MARAVILHOSO!!!! Inês levou quindins...hum deliciosos, a Angela levou uma compota de goiaba com catupiry de uma aparência sexy e gosto divino!!!! Já ficaram com água na boca???
Eu, totalmente desavisada li o conto e achei uma delícia e dentro de minha ignorância fui procurar no dicionário a palavra Elisio em vez de Alísio....Elísio - Mitol. Morada dos Heróis e dos Justos após a morte; campos elísios, elíseu. Lugar de delícias; a bem-aventurança. Achei isso o máximo e completava a minha interpretação do conto!!!! rsrsrrs
Cortázar neste conto escreve de uma forma diferente e o conto não tem a caracteristica do Fantástico, como estamos acostumadas, foi diferente.....
Não tivemos nossa sessão do conto lido, a Angela deu uma vascilada...rsrsrsrsr, mas ela prometeu para semana que vem, certo Ternurinha?
Mary Joey ainda estará ausente na próxima semana; estamos com você Confrade!!!!!!!
As ausentes fizeram falta e blogueiem! Gostaram? Verbo novo!!!!
Para próximo encontro vamos continuar no mesmo livro "Alguém que anda por aí", o conto é Segunda Vez. A Cláudia ficou de postar no blog, fiquem atentas.
Pela hora (madrugada a dentro), vou encerrar este breve relato de início de ano.
Agora vou tentar colocar uma imagem....vamos ver se consigo.
um grande beijo à todas
Com amor
Silvia
Saudades de todas!
Sejam muito benvindas Confrades Carla e Juju!!!!
Nosso último encontro foi um petit comité com as presenças de Inês, Angela, Denise, Silvia, Thaís e da anfitriã Cláudia. Íntimo, cheios de confidências somadas ao Conto Ventos Alísios de Cortázar. Chegamos a conclusão de que os dois casais não suportaram a traição...foi interessante. E aí trazemos para nossa realidade e isso doeu um pouco....
Well, Cláudia como sempre manda muito bem, fez um bacalhau diferente com muitos legumes simplesmente MARAVILHOSO!!!! Inês levou quindins...hum deliciosos, a Angela levou uma compota de goiaba com catupiry de uma aparência sexy e gosto divino!!!! Já ficaram com água na boca???
Eu, totalmente desavisada li o conto e achei uma delícia e dentro de minha ignorância fui procurar no dicionário a palavra Elisio em vez de Alísio....Elísio - Mitol. Morada dos Heróis e dos Justos após a morte; campos elísios, elíseu. Lugar de delícias; a bem-aventurança. Achei isso o máximo e completava a minha interpretação do conto!!!! rsrsrrs
Cortázar neste conto escreve de uma forma diferente e o conto não tem a caracteristica do Fantástico, como estamos acostumadas, foi diferente.....
Não tivemos nossa sessão do conto lido, a Angela deu uma vascilada...rsrsrsrsr, mas ela prometeu para semana que vem, certo Ternurinha?
Mary Joey ainda estará ausente na próxima semana; estamos com você Confrade!!!!!!!
As ausentes fizeram falta e blogueiem! Gostaram? Verbo novo!!!!
Para próximo encontro vamos continuar no mesmo livro "Alguém que anda por aí", o conto é Segunda Vez. A Cláudia ficou de postar no blog, fiquem atentas.
Pela hora (madrugada a dentro), vou encerrar este breve relato de início de ano.
Agora vou tentar colocar uma imagem....vamos ver se consigo.
um grande beijo à todas
Com amor
Silvia
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
QUARTA DE TROCAS, DE LUZ, DE RELAÇÕES, DE VIDA...
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