![]() |
| Sam Riley |
Sal Paradise
![]() |
| Jack Kerouac |
O Um,
![]() |
| Garrett Hedlund |
Dean Moriarty
![]() |
| Neal Cassady |
O Dois,
![]() |
| Kristen Stewart |
Marylou Moriarty
![]() |
| Lu Cassady |
e o Três. A Tríade.
Quem chega?
Caras Lagartas;
Estou há um tempão com o filme na garganta.
Pergunta: quem de nós não transgrediu?
Quando foi que enxergamos o limite da estrada?
Com alívio, vendo cada um de nós, respiro aliviada e constato que o carro não derrapou. Aprumamos, tomamos um rumo onde os pés tocam na vida de outra forma.
Vamos pensar na época em que o livro foi escrito: O que se cultuava?
Uma das frases que mais me marcou foi "Quem quer que controle a mídia, as imagens, controla a cultura" de Allen Ginsberg.
Outra, de Jack Kerouac, "Toda aquela velha estrada do passado desenrolava-se vertiginosamente como se a taça da vida tivesse sido entornada e tudo houvesse enlouquecido. Meus olhos ardiam naquele pesadelo acordado."
Dean Moriarty, personagem que não tem estrutura familiar (baseado na figura real de Neal Cassady), me lembrou a solidão e a dor do personagem Brandon (Michael Fassbender) do filme "Shame" de Steve McQueen.
Eles não cabem no próprio corpo, ardem com um desejo sem fim. Incendeiam, destroem, abandonam e choram um gozo dolorido, que imanta e devora.
No filme, as experiências não são sonhadas, mas vividas de forma explícita diante de nossos olhos.
Sob a batuta de Walter Salles, os personagens se materializam diante de nós com transparência e quase desespero.
Me "atrevo" a comparar com os grandes da época (cultuados) como Jean Paul Sartre e Charles Bukowsk.
O que se "vendia" era o foda-se e o vale tudo.
Viver significava se ver livre de valores.
Sob a batuta de Walter Salles, os personagens se materializam diante de nós com transparência e quase desespero.
Me "atrevo" a comparar com os grandes da época (cultuados) como Jean Paul Sartre e Charles Bukowsk.
O que se "vendia" era o foda-se e o vale tudo.
Viver significava se ver livre de valores.
Gostaria de trocar olhares, mudar de lente.
Assistam.
Bj,
Cláudia
![]() |
| Viggo Mortensen |
![]() |
| Willian Burroughs |
Uma viagem sem volta.
Curiosidades sobre o filme:
Levou oito anos para Walter Salles concluir o esperado Na Estrada, a adaptação de um dos maiores clássicos beat de todos os tempos. Assinado por Jack Kerouac, publicado em 1957, o livro se tornou uma das bíblias da contracultura, embalando gerações à procura de liberdade e experimentação na própria pele, numa era pré-internet.
Concorrente à Palma de Ouro em Cannes 2012, esta que é uma coprodução entre a França e o Brasil – apesar da produção executiva assinada pelo velho leão do cinema independente norte-americano, Francis Ford Coppola – dividiu opiniões em sua passagem pelo festival francês, o que certamente acompanhará também sua trajetória nos cinemas.
Conduzido com a habitual perícia de Salles, que leva consigo o roteirista portorriquenho Jose Rivera e o diretor de fotografia francês Éric Gautier, seus parceiros em Diários de Motocicleta (2004), o filme encharca-se da melancolia que é o tom predominante do livro, narrando as memórias do escritor iniciante Sal Paradise, o alterego de Kerouac - interpretado com intensidade na medida pelo ator britânico Sam Riley, o magnético intérprete do roqueiro Ian Curtis em Control.
É toda construída de nostalgia, portanto, esta memória das aventuras juvenis na estrada de Sal e seu amigo Dean Moriarty – este, por sua vez, o alterego do escritor Neal Cassady interpretado por Garrett Hedlund com uma voracidade que homenageia o jovem Marlon Brando, ator que chegou a ser pensado pelo próprio Kerouac para o papel, numa das muitas tentativas frustradas de adaptação para o cinema. Detentor dos direitos do livro desde 1979, Coppola, convidou, por exemplo, Jean-Luc Godard e Gus Van Sant, antes de Salles finalmente aceitar.
A tensão entre as diferenças profundas entre os dois personagens, unidos por uma mesma fome de vida, embalam uma vertiginosa troca de paisagens, de Nova York ao México, riscando na pele dos dois, e de vários companheiros de carona, um mapa de acontecimentos fortuitos. Como bebedeiras, canções, trabalhos eventuais, comida ruim ou nenhuma, a exposição às intempéries do clima, a camaradagem encontrada e logo perdida. E as mulheres.
Personagens marginais no livro, as mulheres ocupam um pouco mais de espaço na tela. A principal é Marylou (Kristen Stewart, deixando Crepúsculo para trás), a primeira mulher de Dean, que se torna uma espécie de galvanizador entre ele e Sam – já que Dean insiste em que ela vá para a cama com o amigo.
Esta espécie de amoralidade, que também se espalha ao consumo de drogas, além de bebidas, é um lembrete de um tempo bem mais libertário e libertino do que os dias atuais, cristalizando uma espécie de utopia em busca de uma vida sem limites que a chegada da maturidade baliza para Sal, mas não para Dean – que sonha em viver sem compromissos para sempre.
A segunda mulher de Dean, Camille (Kirsten Dunst, vivendo personagem inspirada em Carolyn Cassady), é justamente essa “voz da razão” na vida dele. Mãe de seus dois filhos, ela sinaliza seu desejo de parada e estabilidade. Mas não é essa a natureza de Dean.
Alguns personagens à beira do caminho introduzem um sabor especial, que desenha melhor essa época. O maior deles é Old Bull Lee (Viggo Mortensen), uma espécie de guru junkie diretamente calcado na figura do escritor William S. Burroughs, o autor de Almoço Nu que era o mais velho do grupo beat e, ironicamente, apesar das as viagens de todos os tipos que fez, foi o que morreu mais velho: 83 anos. Kerouac e Cassady morreram antes do 50 anos; o poeta Allen Ginsberg (no filme representado pelo personagem Carlo Marx, interpretado por Tom Sturridge), com 71.
Pequenas e marcantes são, igualmente, as passagens de três outras atrizes: Amy Adams, como Jane, mulher de Old Bull Lee, e alterego de Joan Vollmer, a primeira mulher de Burroughs que ele matou acidentalmente com um tiro, numa brincadeira de Guilherme Tell (episódio que não aparece em Na Estrada); Elisabeth Moss, como Galatea Dunkel, a jovem esposa abandonada pelo marido, Ed Dunkel (o estreante Danny Morgan), representando os personagens reais Al e Helen Hinkle; e a única brasileira do elenco, Alice Braga, como Terry, jovem mexicana com quem Sal tem um rápido caso quando colhe algodão na Califórnia e que evoca Bea Franco, que escreveu várias cartas a Kerouac, em 1947.
Steve Buscemi interpreta um homem que dá carona aos protagonistas e Terrence Howard (indicado ao Oscar por Ritmo de um Sonho), o jazzista Walter – traduzindo uma pegada mais jazzística do que roqueira na trilha sonora assinada pelo argentino Gustavo Santaolalla (outro parceiro de Salles em Diários de Motocicleta).
Não se trata de um filme catártico, e sim de um grande mergulho na melancolia, na perda, na passagem do tempo e das paixões. A câmera se instala na pele dos personagens e não larga mais seu turbilhão, seu frenesi pela vida, sua pulsão pelo movimento, pela experiência direta. Na Estrada realiza, assim, seu maior desafio: capta o aspecto fugaz do tempo presente, as relações humanas que se acendem e duram o instante de um fósforo, imperfeitas, passageiras, mas fundamentais. (Cineweb)
Concorrente à Palma de Ouro em Cannes 2012, esta que é uma coprodução entre a França e o Brasil – apesar da produção executiva assinada pelo velho leão do cinema independente norte-americano, Francis Ford Coppola – dividiu opiniões em sua passagem pelo festival francês, o que certamente acompanhará também sua trajetória nos cinemas.
Conduzido com a habitual perícia de Salles, que leva consigo o roteirista portorriquenho Jose Rivera e o diretor de fotografia francês Éric Gautier, seus parceiros em Diários de Motocicleta (2004), o filme encharca-se da melancolia que é o tom predominante do livro, narrando as memórias do escritor iniciante Sal Paradise, o alterego de Kerouac - interpretado com intensidade na medida pelo ator britânico Sam Riley, o magnético intérprete do roqueiro Ian Curtis em Control.
É toda construída de nostalgia, portanto, esta memória das aventuras juvenis na estrada de Sal e seu amigo Dean Moriarty – este, por sua vez, o alterego do escritor Neal Cassady interpretado por Garrett Hedlund com uma voracidade que homenageia o jovem Marlon Brando, ator que chegou a ser pensado pelo próprio Kerouac para o papel, numa das muitas tentativas frustradas de adaptação para o cinema. Detentor dos direitos do livro desde 1979, Coppola, convidou, por exemplo, Jean-Luc Godard e Gus Van Sant, antes de Salles finalmente aceitar.
A tensão entre as diferenças profundas entre os dois personagens, unidos por uma mesma fome de vida, embalam uma vertiginosa troca de paisagens, de Nova York ao México, riscando na pele dos dois, e de vários companheiros de carona, um mapa de acontecimentos fortuitos. Como bebedeiras, canções, trabalhos eventuais, comida ruim ou nenhuma, a exposição às intempéries do clima, a camaradagem encontrada e logo perdida. E as mulheres.
Personagens marginais no livro, as mulheres ocupam um pouco mais de espaço na tela. A principal é Marylou (Kristen Stewart, deixando Crepúsculo para trás), a primeira mulher de Dean, que se torna uma espécie de galvanizador entre ele e Sam – já que Dean insiste em que ela vá para a cama com o amigo.
Esta espécie de amoralidade, que também se espalha ao consumo de drogas, além de bebidas, é um lembrete de um tempo bem mais libertário e libertino do que os dias atuais, cristalizando uma espécie de utopia em busca de uma vida sem limites que a chegada da maturidade baliza para Sal, mas não para Dean – que sonha em viver sem compromissos para sempre.
A segunda mulher de Dean, Camille (Kirsten Dunst, vivendo personagem inspirada em Carolyn Cassady), é justamente essa “voz da razão” na vida dele. Mãe de seus dois filhos, ela sinaliza seu desejo de parada e estabilidade. Mas não é essa a natureza de Dean.
Alguns personagens à beira do caminho introduzem um sabor especial, que desenha melhor essa época. O maior deles é Old Bull Lee (Viggo Mortensen), uma espécie de guru junkie diretamente calcado na figura do escritor William S. Burroughs, o autor de Almoço Nu que era o mais velho do grupo beat e, ironicamente, apesar das as viagens de todos os tipos que fez, foi o que morreu mais velho: 83 anos. Kerouac e Cassady morreram antes do 50 anos; o poeta Allen Ginsberg (no filme representado pelo personagem Carlo Marx, interpretado por Tom Sturridge), com 71.
Pequenas e marcantes são, igualmente, as passagens de três outras atrizes: Amy Adams, como Jane, mulher de Old Bull Lee, e alterego de Joan Vollmer, a primeira mulher de Burroughs que ele matou acidentalmente com um tiro, numa brincadeira de Guilherme Tell (episódio que não aparece em Na Estrada); Elisabeth Moss, como Galatea Dunkel, a jovem esposa abandonada pelo marido, Ed Dunkel (o estreante Danny Morgan), representando os personagens reais Al e Helen Hinkle; e a única brasileira do elenco, Alice Braga, como Terry, jovem mexicana com quem Sal tem um rápido caso quando colhe algodão na Califórnia e que evoca Bea Franco, que escreveu várias cartas a Kerouac, em 1947.
Steve Buscemi interpreta um homem que dá carona aos protagonistas e Terrence Howard (indicado ao Oscar por Ritmo de um Sonho), o jazzista Walter – traduzindo uma pegada mais jazzística do que roqueira na trilha sonora assinada pelo argentino Gustavo Santaolalla (outro parceiro de Salles em Diários de Motocicleta).
Não se trata de um filme catártico, e sim de um grande mergulho na melancolia, na perda, na passagem do tempo e das paixões. A câmera se instala na pele dos personagens e não larga mais seu turbilhão, seu frenesi pela vida, sua pulsão pelo movimento, pela experiência direta. Na Estrada realiza, assim, seu maior desafio: capta o aspecto fugaz do tempo presente, as relações humanas que se acendem e duram o instante de um fósforo, imperfeitas, passageiras, mas fundamentais. (Cineweb)
Baseado no best seller e um dos símbolos da contra cultura "On the Road - Pé na Estrada", escrito por Jack Kerouac nos anos 50.
O livro foi eleito pela revista “Time” como um dos 100 melhores em inglês entre 1923 e 2005.
A produção executiva é de Francis Ford Coppola, que comprou os direitos em 1979 e não conseguiu tocar o projeto adiante por décadas.
Ao longo das décadas, vários roteiros foram escritos em tentativas de adaptar o livro "Pé na Estrada" para o cinema.
Segundo o diretor Walter Salles, 15 roteiros haviam sido escritos antes da versão usada no filme.
Durante o processo de confecção do roteiro, Walter Salles e o roteirista Jose Rivera tiveram acesso a uma cópia do manuscrito de "Pé na Estrada", que estava com o irmão da última mulher do autor Jack Kerouac.
O início do manuscrito era bastante diferente do livro e influenciou o roteiro do filme.
A atriz Kristen Stewart entrou para o elenco do filme bem antes de ficar conhecida graças à série Crepúsculo.
Ela foi indicada ao diretor Walter Salles pelos colegas Alejandro González Inárritu e Gustavo Santaolalla, que haviam visto seu desempenho em Na Natureza Selvagem (2007).
Na época Salles teve que anotar seu nome, já que nunca tinha ouvido falar dela.
Em conversa com o diretor, Kristen Stewart declarou ser fã do livro e que faria qualquer coisa para interpretar Marylou.
Na época ela tinha entre 16 e 17 anos, a mesma idade da personagem.
Entretanto, atrasos na produção fizeram com que as filmagens apenas começassem anos depois, quando a atriz já era bastante conhecida.
O ator Viggo Mortensen foi escalado para um papel no filme muito por ser um profundo conhecedor da cultura beat, que teve como um de seus ícones Jack Kerouac, autor de "Pé na Estrada".
Para melhor compreender o universo de "Pé na Estrada", Walter Salles resolveu rodar antes um documentário sobre o percurso citado no livro.
Desta forma ele e uma pequena equipe percorreram o mesmo caminho, entrevistando pessoas e captando informações sobre a ambientação a ser utilizada em Na Estrada.
Antes do início das filmagens, Walter Salles reuniu o elenco por três semanas em um acampamento sobre a cultura beat.
Segundo a atriz Kristen Stewart, neste período todos ouviram entrevistas de Jack Kerouac e discutiram literatura.
As filmagens começaram em agosto de 2010, em Montreal, no Canadá.
De lá o elenco viajou para Quebec, Calgary, México, Arizona, Louisiana, Califórnia, Argentina e Chile.
Ao chegar para as filmagens em Nova Orleans, Viggo Mortensen levou consigo as roupas de seu personagem, as armas que poderia usar na época retratada e uma máquina de escrever.
Além disto, havia feito uma pesquisa aprofundada sobre o que o autor William F. Burroughs estava lendo na época. (Cineclick)
O livro foi eleito pela revista “Time” como um dos 100 melhores em inglês entre 1923 e 2005.
A produção executiva é de Francis Ford Coppola, que comprou os direitos em 1979 e não conseguiu tocar o projeto adiante por décadas.
Ao longo das décadas, vários roteiros foram escritos em tentativas de adaptar o livro "Pé na Estrada" para o cinema.
Segundo o diretor Walter Salles, 15 roteiros haviam sido escritos antes da versão usada no filme.
Durante o processo de confecção do roteiro, Walter Salles e o roteirista Jose Rivera tiveram acesso a uma cópia do manuscrito de "Pé na Estrada", que estava com o irmão da última mulher do autor Jack Kerouac.
O início do manuscrito era bastante diferente do livro e influenciou o roteiro do filme.
A atriz Kristen Stewart entrou para o elenco do filme bem antes de ficar conhecida graças à série Crepúsculo.
Ela foi indicada ao diretor Walter Salles pelos colegas Alejandro González Inárritu e Gustavo Santaolalla, que haviam visto seu desempenho em Na Natureza Selvagem (2007).
Na época Salles teve que anotar seu nome, já que nunca tinha ouvido falar dela.
Em conversa com o diretor, Kristen Stewart declarou ser fã do livro e que faria qualquer coisa para interpretar Marylou.
Na época ela tinha entre 16 e 17 anos, a mesma idade da personagem.
Entretanto, atrasos na produção fizeram com que as filmagens apenas começassem anos depois, quando a atriz já era bastante conhecida.
O ator Viggo Mortensen foi escalado para um papel no filme muito por ser um profundo conhecedor da cultura beat, que teve como um de seus ícones Jack Kerouac, autor de "Pé na Estrada".
Para melhor compreender o universo de "Pé na Estrada", Walter Salles resolveu rodar antes um documentário sobre o percurso citado no livro.
Desta forma ele e uma pequena equipe percorreram o mesmo caminho, entrevistando pessoas e captando informações sobre a ambientação a ser utilizada em Na Estrada.
Antes do início das filmagens, Walter Salles reuniu o elenco por três semanas em um acampamento sobre a cultura beat.
Segundo a atriz Kristen Stewart, neste período todos ouviram entrevistas de Jack Kerouac e discutiram literatura.
As filmagens começaram em agosto de 2010, em Montreal, no Canadá.
De lá o elenco viajou para Quebec, Calgary, México, Arizona, Louisiana, Califórnia, Argentina e Chile.
Ao chegar para as filmagens em Nova Orleans, Viggo Mortensen levou consigo as roupas de seu personagem, as armas que poderia usar na época retratada e uma máquina de escrever.
Além disto, havia feito uma pesquisa aprofundada sobre o que o autor William F. Burroughs estava lendo na época. (Cineclick)








belas fotos e matéria; parece que um pedaço do livro foi escrito num rolo de papel higienico; e a Kristen Stewart parece ter entrado no personagem profundamente, a julgar pelas fotos dela que acabo de ver na internet: quem éaquele?Jack Kerouc ou DEan Moriaty?
ResponderExcluirok, era um outro diretor e um outro filme, se não tbm já era demais; mas o espírito não deixou a desejar, bem ON THE ROAD: aquele carro na beira estrada, os dois abraços na ponte, o vento nos cabelos dela ...kkk
ResponderExcluir(com todo respeito, um pouco mais depaciencia, eopaparazzi tinha clicado ele acendendo um baseado na boca dela
PERDÃO OS COMENTARIOS INÚTEIS, é q rolou uma sincronicidade
achei que resultou produtivo o fato do Kerouac não mencionar ou fazer apologia da homosexualidade no livro, ainda que por motivos de censura... creio que a mensagem dolivro seria confundidacom um rasgo de militancia literaria gay (nada contra os homossexuais),
ResponderExcluirna minha opinião, o livro é sobre outro tipo de liberdade (acima da sexual eda automobilistica(sobre a respiração do espírito
a apologia automobilistica tbm éalgo que me desagrada (sem paranóia critica
a velocidade a que está associada a liberdade, no livro, pode muito bem existir no jogo supersonico das sinapses neurais de um esquizofrenico imóvel dentro de um quarto
apesar da ''belezaamericana'' do livro, poucos leram a cronica curta masduraescritapor CharlesBukowiski na ocasião sobre a morte tragica de Neil cassidy (DeanMoriaty)á beirade umlinhaferrea abandonada,com umaagulhadeheroinaespeta no braço, completamente só e abandonado pela sociedade e o publico
Allen Ginsberg
ExcluirO Uivo
Para Carl Solomon
"Eu vi os expoentes da minha geração, destruídos pela
loucura, morrendo de fome, histéricos, nus,
arrastando-se pelas ruas do bairro negro de madrugada
em busca de uma dose violenta de qualquer coisa,
hipsters com cabeça de anjo ansiando pelo antigo
contato celestial com o dínamo estrelado da
maquinaria da noite,
que pobres esfarrapados e olheiras fundas, viajaram
fumando sentados na sobrenatural escuridão dos
miseráveis apartamentos sem água quente, flutuando
sobre os tetos das cidades contemplando o jazz,
que desnudaram seus cérebros ao céu sob o Elevado
e viram anjos maometanos cambaleando iluminados
nos telhados das casas de cômodos,
que passaram por universidades com olhos frios e
radiantes alucinando Arkansas e tragédias à luz
de Blake entre os estudiosos da guerra,
que foram expulsos das universidades por serem loucos
& publicarem odes obscenas nas janelas do crânio,
que se refugiaram em quartos de paredes de pintura
descascada em roupa de baixo queimando seu
dinheiro em cestos de papel escutando o Terror
através da parede,
que foram detidos em suas barbas púbicas voltando
por Laredo com um cinturão de marihuana para
Nova Iorque,
que comeram fogo em hotéis mal pintados ou
beberam terebentina em Paradise Alley, morreram ou
flagelaram seus torsos noite após noite com
som, sonhos, com drogas, com pesadelos na vigília,
álcool e caralhos em intermináveis orgias,
incomparáveis ruas cegas sem saída de nuvem trêmula,
e clarão na mente pulando nos postes dos pólos de
Canadá & Paterson, iluminando completamente o
mundo imóvel do Tempo intermediário,..."
Esqueci de mencionar "Allen Ginsberg". Essa busca alterou todo um comportamento social e literário.
Houve uma repercussão mundial com esta mudança. A literatura marginal surgiu no Brasil com estes ventos.
Todos eram grandes escritores, estudiosos, mas deuses.
Não li a crônica do Bukowiski. Vou ler.
na verdade, a cronica é boa, mas o bukowiski pegava um pouco pesadocom os beats, ele mesmo uma''etapa terminal'' da geraçao beat; chamava o allen ginsberg e os outrosde''A TCHURMADO OOOOOOOOOOOOOOOMMMMMMMMMMMM''; particularmente,acho o allenginsberg um grande poeta, cheio de imagens geniais brilhando na v
ResponderExcluircabeça (claroque com um ou outro momento de infantilidade ou vaidade(literaria, ms...)Um grande, um grande... mas minhaligação espiritual com esse setor é mesmo william burroughs, muito menos pelo encanto da geração que pelasuaproduçãoe ideias pós-beat sobre o futuro da escrita e da sua relaçao (do artista, da escrita) com a sociedade
http://hippiesbeatniks.blogspot.com.br/2012/02/william-burroughs-le-seu-poema.html
Vocês me fizeram viajar.
ExcluirBukowisk...
No filme "Barfly - Condenados Pelo Vício"(Com Mickey Rourke e Faye Dunaway dirigido por Barbet Schroeder), onde o título diz tudo: "Mosca de Bar", o roteiro é assinado pelo próprio Bukowiski (na realidade, são três dias na vida do escritor, dias que ele considera perfeito), vemos uma apologia ao álcool, um culto ao não pertencer e um desprezo ao trabalho.
Os caras vomitavam em cima do capitalismo, mas ao menor aceno da verdinha, se entregavam.
Existe uma passagem descrita no making off pelo próprio Bukowski em que ele esnoba o diretor e quando sente o cheiro da grana, dá meia volta e entra no processo com uma idolatria a si mesmo que chega a assustar.
Vamos entender que o cara escreve, assim como Willian Burroughs, mas a vida dos caras era de arrepiar.
Assistir ao massacre da sociedade americana ocasionado pela guerra, pelo abuso do poder, criticar e se posicionar quanto a isto e ao mesmo tempo dar um tiro na cabeça da própria mulher brincando de Guilherme Tell é de arrepiar (apesar da negativa de Burroughs sobre o fato).
Entrando no lance da homossexialidade, o lance é que os caras podiam tudo (assim como hoje), e não havia a menor intenção de se criar uma estrutura familiar.
De novo, bato na tecla de Allen Ginsberg: "Quem quer que controle a mídia, as imagens, controla a cultura".
Eles eram movidos para isto, assim como todos nós somos reféns do externo que nos move.
Vale a pena conferir o Velho Maldito:
http://velhobukowski.blogspot.com.br/2011/08/video-making-of-do-filme-barfly.html
E eu já li tudo e tô buscando como vocês podem ver o movimento beat.... é a busca......
ResponderExcluirGeração beat (Beat Generation, em inglês) ou movimento beat é um termo usado tanto para descrever a um grupo de artistas norte-americanos, principalmente escritores e poetas, que vieram a se tornar conhecidos no final da década de 1950 e no começo da década de 1960, quanto ao fenômeno cultural que eles inspiraram (posteriormente chamados ou confundidos aos beatniks, nome este de origem controversa, considerado por muitos um termo pejorativo). Estes artistas, levavam vida nômade ou fundavam comunidades. Foram, desta forma, o embrião do movimento hippie, se confundindo com este movimento, posteriormente. Muitos remanescentes hippies se auto-intitulam beatniks e um dos principais porta-vozes pop do movimento hippie, John Lennon, se inspirou na palavra beat para batizar o seu grupo musical, The Beatles. Na verdade, a "Beat generation", tal como os Beatles, o movimento hippie e, antes de todos estes, o Existencialismo, fizeram parte de um movimento maior, hoje chamado de "contracultura".
As obras mais conhecidas da Geração beat na literatura são Howl (1956) de Allen Ginsberg, Naked Lunch (1959) de William S. Burroughs e On the Road (1957) de Jack Kerouac.[1] Tanto Howl quanto Naked lunch foram o foco da prova de obscenidade que ajudaram a libertar o que poderia ser publicado nos Estados Unidos. Seus principais autores eram publicados pela City Lights Books, editora de San Francisco, pertencente ao poeta beat Lawrence Ferllinghetti.
On the Road transformou o amigo de Kerouac, Neal Cassady, em um herói dos jovens. Os membros da Geração beat rapidamente desenvolveram uma reputação como os novos boêmios hedonistas que celebravam a não-conformidade e a criatividade espontânea. É interessante observar que a geração beat representou a única voz nos EUA a levantar-se contra o macartismo, política de intolerância que promoveu a chamada "caça às bruxas", resultando em um período de intensa patrulha anticomunista, perseguição política e desrespeito aos direitos civis nos Estados Unidos, o qual durou do fim da década de 1940 até meados da década de 1950. Vale observar que muitos dos chamados "beats" eram comunistas ou de esquerda, sendo, no geral, de tendência anarquista, se os analisarmos de um ponto de vista político. Ainda assim, nunca foram aceitos como verdadeiros esquerdistas pelos comunistas ortodoxos, como Fidel Castro, por exemplo. Formalmente, a poesia beat de Ginsberg, Gregory Corso e Lawrence Ferllinghetti se aproxima bastante da poesia surrealista, bem como ocorre com a prosa um tanto caótica de Burroughs. Já a prosa de "On the road", de Kerouac, é simples e espontânea, politicamente corajosa, mostrando que muitos poderiam demonstrar sua inconformidade e expressar seu próprio eu sem serem propriamente eruditos através da arte, e que o "kitsch" pode elevar-se ao sublime.
O adjetivo beat, do inglês, tinha as conotações de "cansado" ou "baixo e fora", mas quando usado por Kerouac esse também incluía as paradoxais conotações de "upbeat", "beatific", e a associação musical de ser "na batida".
Os escritores Beat davam enfâse a um engajamento visceral em experiências com as palavras combinadas com a busca a um entendimento espiritual mais profundo, e muitos deles desenvolveram interesse no Budismo). Como o poeta francês Rimbaud, acreditaram que poderiam alcançar um "grau maior de elevação da consciência" através do desregramento dos sentidos, e por isso não dispensavam o uso das drogas, em seus primórdios. Ecos da Geração beat podem ser vistas em muitas outras subculturas além da cultura hippie,como na dos punks, etc.
Silvia Azul
nAKED lUNCH!!!,
ResponderExcluir''CERTAMENTE, O ROMANCE AMERICANO MAIS BIZARRO AALCANÇAR O STATUS DE CLASSICO''.
JOHN UPDIKE
ótimo texto, mas eu colocaria os movimentos artisticos libertarios doentre-guerrascomo a principal semente desta ruptura; na verdade, entendo todo esse processo como um retorno `''TradiçãoPrimordial'', nos moldes apresentadospor René Guenón nessa mesma época,na França (Andre Breton,Antonin ARtaud em muitos otinham como o supremo mestre do esclarecimento esotérico e o proprio Breton falavaque a verdadeirafontedo surrealismo eraa tradição esotérica y cogitavapassar ocomandodo movimento ao sábio tradicionalista frances
ResponderExcluircomo tradicionalista mirim da linha Julius Evola-Guenón , eu colocaria figura de Antonin Artuad no centro de todos esses impulsos, segurando um claquete policial e um risometalicorasgadonocantoda boca
O DEVER
O dever
Do escritor, do poeta
Não é encerrar-se cobardementre num texto
Num livro, numa revista de onde nunca sairá,
Pelo contrário, é vir
Para o exterior
E sacudir,
Atacar
O espírito público.
Ou então para que serve?
Para que nasceu?
Antonin Artaud (1896-1948), França, tradução de Soledade Santos
ARTAUD (por Carl Solomon, a quem o poema UIVO,de Allen Ginsberg é dedicado)
ResponderExcluirEu assisti a uma conferência de Artaud em 1947, um ano antes da morte de Artaud em Rodez em 1948. Artaud foi descrito por um pequeno círculo de admiradores parisienses, alguns em posições de destaque no mundo das artes, como um gênio que tinha ampliado a visão de Rimbaud do poeta vidente. Seu nome foi ate pronunciado por um admirador, conhecido como ‘’O ALQUIMISTA’’, como Arthur Rimbaud sem o HUR de Arthur e sem o RIMB de Rimbaud. E mais tarde este mesmo homem declarou que Artaud era, literalmente, a reencarnação de Rimbaud e seu sucessor espiritual. Entre os admiradores de Artaud estavam André Gide y Jean Louis Barrault. Gide afirmou que Artaud era um existencialista do desespero, e Barrault que foi influenciado por Artaud no teatro. O caso Artaud é um caso sutil, ambíguo, porque ele foi muito admirado por quase todas as pessoas de renome nas artes, mas foi banido e condenado pelas autoridades legais. Para mim, seu caso e seu destino foram alvo de uma considerável confusão, já que aceitando suas teorias colocamos o próprio corpo na frigideira social, e rejeitando-as atravessamos a vida de olhos vendados. Ele foi certamente o maior crítico da hipocrisia social que já li e por isso se tornou conhecido como um poeta ‘’MALDITO’’. Foi um drogado, um lunático, e levou tão longe a singularidade de suas idéias que se revoltou até mesmo contra o surrealismo, que era considerado uma revolta contra a sociedade derivada de uma revolta contra o rebelde ‘’Anatole France., que era lúcido demais, racional demais, para os primeiros dadaístas. E onde acabou toda essa revolta contra a revolta, senão numa das numerosas casas de loucos que estão sendo continuamente ocnstruídas neste país e noutros em nome desta causa mística, ‘’A SAUDE MENTAL’’.
O livro de Artaud que mais me impressionou foi o seu VAN GOGH, escrito em 1948, no qual ele condena todas as formas de psiquiatria e com isso toda autoridade organizada, uma vez que todos os países praticam a psiquiatria, inclusive o país das ‘’maravilhas socialistas’’. Neste livro, ele afirma que todo louco, todo indivíduo marcado e estigmatizado e, acredite, todos os loucos são realmente marcados e estigmatizados, É UMA PESSOA DE LUCIDEZ SUPERIOR CUJAS IDÉIAS A SOCIEDADE CONSIDERA INCOMODAS PARA ELA. Este livro me impressionou quando o li, em 1948, o ano da vitória de Truman sobre Dewey. Nessa época, eu ainda estava na universidade e os estudantes intelectuais, ou seja, aqueles que não eram a favor do basquetebol e que, de vez em quando, liam livros que não eram de leitura obrigatória, estavam em sua maioria interessados em Marxismo e folk-songs ou, os mais avançados, em Freud e Wilhelm Reich. E eu estava interessado em Artaud que era para mim o símbolo da verdadeira revolta que faz jus ao nome.
Para ilustrar o estado de espírito do corpo universitário naquela época, basta dizer que eu entrava numa sala de aula com um exemplar de Baudelaire e era imediatamente agarrado por uma estudante de literatura que parecia achar que eu era realmente Baudelaire em pessoa. Pouco depois disso me colocaram numa fábrica de loucos onde levei choques até renunciar a todas as minhas leituras, etc,etc. Mais tarde, os livros que permaneceram comigo foram roubados por diversos desordeiros locais e logo fui jogado em outra casa de loucos mais selvagem ainda.
ResponderExcluirO CASO DO CHAMADO LOUCO REVELADO POR ARTAUD E POR MAIS NENHUM OUTRO ESCRITOR É, NA VERDADE, O CASO DE SÓCRATES, QUE FOI CONDENADO Á MORTE POR SER AQUILO QUE NA SUA ÉPOCA ERA CONSIDERADO ''BRILHANTE'', QUER DIZER, NÃO-ESTÚPIDO. EU AFIRMO QUE NÓS VIVEMOS NUMA GERAÇÃO DE CHARLATANISMO EM TODOS OS NÍVEIS, PROPAGANDA ENGANOSA E CORRUPÇÃO GENERALIZADA, E QUE NÃO HÁ LUGAR PARA UM HOMEM HONESTO EM NENHUM DOS LADOS DA CORTINA DE FERRO.
Carl Solomon, ''De repente, acidentes''.
Carta ao Papa ▬ Antonin Artaud
ResponderExcluirO confessionário não é você, oh Papa, somos nós; entenda-nos e que
os católicos nos entendam.
Em nome da Pátria, em nome da Família, você promove a venda das
almas, a livre trituração dos corpos.
Temos, entre nós e nossas almas, suficientes caminhos para
percorrer, suficientes distâncias para que neles se interponham os
teus sacerdotes vacilantes e esse amontoado de doutrinas afoitas
das quais se nutrem todos os castrados do liberalismo mundial.
Teu Deus católico e cristão que, como todos os demais deuses,
concebeu todo o mal:
1º. Você o enfiou no bolso.
2º. Nada temos a fazer com teus cânones, índex, pecado,
confessionário, padralhada, nós pensamos em outra guerra, guerra
contra você, Papa, cachorro.
Aqui o espírito se confessa para o espírito.
De ponta a ponta do teu carnaval romano, o que triunfa é o ódio
sobre as verdades imediatas da alma, sobre estas chamas que
chegam a consumir o espírito. Não existem Deus, Bíblia. Evangelho;
não existem palavras que possam deter o espírito.
Nós não estamos no mundo, oh Papa confinado no mundo; nem a
terra nem Deus falam de você.
O mundo é o abismo da alma. Papa caquético. Papa alheio à alma,
deixe-nos nadar em nossos corpos, deixe nossas almas em nossas almas,
não precisamos do teu facão de claridades.
"Quem sou eu?
ExcluirDe onde venho?
Sou Antonin Artaud
e basta que eu o diga
Como só eu o sei dizer
e imediatamente
hão de ver meu corpo
atual,
voar em pedaços
e se juntar
sob dez mil aspectos
diversos.
Um novo corpo
no qual nunca mais
poderão esquecer.
Eu, Antonin Artaud, sou meu filho,
meu pai,
minha mãe,
e eu mesmo.
Eu represento Antonin Artaud!
Estou sempre morto.
Mas um vivo morto,
Um morto vivo.
Sou um morto
Sempre vivo.
A tragédia em cena já não me basta.
Quero transportá-la para minha vida.
Eu represento totalmente a minha vida.
Onde as pessoas procuram criar obras
de arte, eu pretendo mostrar o meu
espírito.
Não concebo uma obra de arte
dissociada da vida.
Eu, o senhor Antonin Artaud,
nascido em Marseille
no dia 4 de setembro de 1896,
eu sou Satã e eu sou Deus,
e pouco me importa a Virgem Maria.
Miiiiiii Maesa Lagartixa!
ResponderExcluir