Hora de dar comida para os cães Tyson e Cruela, tudo dentro da normalidade, mas a manhã vem com sobressaltos, de repente nosso cão ancião cai desfalecido, sim ele na sua empolgação canina corre desesperadamente para buscar o brinquedo, sua fixação matinal. Mas a sua força da juventude que ele ainda não esqueceu ou será que a os cães não realizam a velhice como nós, falhou por alguns instantes e seu coração gemeu. Caiu de lado tremendo, tentando entender o acontecimento com olhos de pergunta. Susto ! Sim ! Ele volta aos poucos, mas meu coração se aperta, é um cão, mas um grande companheiro. Ele envelhece como nós, mas a grande diferença é a percepção do tempo, pra nós ela passa, na vitalidade, na pele, nos projetos de vida, no amadurecimento, nas alegrias conquistadas e partilhadas com as pessoas queridas, nas tristezas suportadas ao longo do caminho. A realidade da finitude do meu cão, me transporta para terra com as unhas agarradas ao chão, a possibilidade de voar quase inexistente, o Norte entranhado no meu corpo, na minha alma. Me esforço para voltar. Vamos lá, penso eu, sair do redemoinho das angústias humanas.
Toca o telefone, sim tenho que retornar, não há mais tempo para divagar, o cotidiano urge ... e a dor da perda presente ou futura precisa ser adormecida para seguir dizendo alô.
Desabafo de um susto e tristeza já sentida,
Bjs
Adri
que lindo depoimento sobre vida e morte, e sobre o norte, que não nos deixa divagar muito.
ResponderExcluirsentimos sua falta ontem guria! interpretei você numa brincadeira que fizemos sobre as ausentes da noite. não foi difícil defender suas ideias, compartilho (veja as fotos no post da carlinha) beijos, d.
Puxa, Adri, a sua sensibilidade me emociona. De um lado vc que sente, pensa e sabe, de outro seu cão com olhos de pergunta.
ExcluirMas ele sabe ou soube o que nós não sabemos: viver a vida a cada instante, presente, sem passado e sem futuro. O que também é uma forma de plenitude.
com carinho, margaret
Adri querida,
ResponderExcluirHá momentos na vida que parece que saímos da cena. Fica o corpo e a cabeça vai...
Ontem falamos do Amor. Do sublime do Amor, o amor entre andorinho/a e estatua , entre iguais ou diferentes (discussão inspirada no conto O Príncipe Feliz- OW). O amor ensina e nos encaminha pra outros lugares.
Lembrei disso lendo sei emocionante relato em prosa sobre o cäo.
Bom compartilhar dor... e amor,
Bj no coração inquieto,
Thais
Adri, que reflexao!
ResponderExcluirdá para sentir o seu amor... muito lindo!
é mais ou menos o que acontece quando nos deparamos com a fragilidade da vida... tudo tao frágil... mas de repente, a força retorna... e nos deixa continuar, por que ainda há tempo e nao se precisa adiantar.
Saudades de vc! Muita muita!
Carla
Amiga, te abraço agora....
ResponderExcluirbeijos
Silvia Bejar
E aí minha amiga?
ResponderExcluir>> Que susto!
>> Tão lindo o que vc postou...
>> É tudo tão breve, tão rápido que assusta.
>> Um companheiro que não tem noção das limitações, do fim, da ânsia de ir buscar o prazer dentro do cotidiano e não acontecer...
>> O tanto que isto pesa e emociona dentro de nós é indizível.
>> A crença transmitida pelo olhar daquele que acredita.
>> E o amor que transborda e se embaralha com o fim.
>> Duro e presente.
>> Melhor dizer alô e calar a voz.
>> Saudades,
>> Um beijo cheio de carinho e presença,
>> Cláudia.
>> Vc é especial para mim.