Essa cena é puro se ater a uma caixinha de fósforos, puro sul... lindo, tia obrigada!
Talvez a beleza do sul seja por um certo exalar de verdade, de franqueza e fragilidade.
Nesse final de semana fomos eu e minha cada vez mais amada mãe para Santos. Virou motivo de riso fácil nosso olhar para o mundo em dois tons: luz e sombra, norte e sul, dor e delícia... enfim, nosso mais enfatizado assunto.
Ouvindo Bethânia cantando Vinicius, reparei no olhar para o sul; na iminência de chuva na praia fomos tranquilizadas pelo nativo vendedor de coco e afins de que não choveria, pois, mesmo estando tudo nublado, o lado esquerdo, apontou, "o sul", disse ele, estava claro, sem nuvens e que enquanto continuasse assim não haveria chuva; colocamos a trilha sonora do filme da Pina, a Iara estava quietinha, quietinha, estranhei e olhei, ela estava paralisada, olhando pela janela do carro com um olhar fixo e muito distante, parecia hipnotizada, chamei atenção de todos para ela, comentamos ao lado dela sobre seu olhar e ela demorou quase 1 minuto para perceber que falávamos dela, quando notou sorriu e, segundos depois, voltou a mirar a caixinha de fósforos...linda demais, já sabe das coisas :) ; na volta para São Paulo quase nos perdemos com duas placas direcionando nosso retorno, uma dizia sul e outra norte. Por alguns segundos pareceu alucinação, nos olhamos e concordamos que o mundo era dividido em norte e sul...
Ai, ai...
Segue o poeminha de Vinícius cantado por Bethãnia que citei:
" De manhã escureço De dia tardo De tarde anoiteço De noite ardo
A oeste a morte Contra quem vivo Do sul cativo O este é meu norte
Outros que contem passo por passo Eu morro ontem
Nasço amanhã Ando onde há espaço - Meu tempo é quando"
Essa cena é puro se ater a uma caixinha de fósforos, puro sul... lindo, tia obrigada!
ResponderExcluirTalvez a beleza do sul seja por um certo exalar de verdade, de franqueza e fragilidade.
Nesse final de semana fomos eu e minha cada vez mais amada mãe para Santos. Virou motivo de riso fácil nosso olhar para o mundo em dois tons: luz e sombra, norte e sul, dor e delícia... enfim, nosso mais enfatizado assunto.
Ouvindo Bethânia cantando Vinicius, reparei no olhar para o sul; na iminência de chuva na praia fomos tranquilizadas pelo nativo vendedor de coco e afins de que não choveria, pois, mesmo estando tudo nublado, o lado esquerdo, apontou, "o sul", disse ele, estava claro, sem nuvens e que enquanto continuasse assim não haveria chuva; colocamos a trilha sonora do filme da Pina, a Iara estava quietinha, quietinha, estranhei e olhei, ela estava paralisada, olhando pela janela do carro com um olhar fixo e muito distante, parecia hipnotizada, chamei atenção de todos para ela, comentamos ao lado dela sobre seu olhar e ela demorou quase 1 minuto para perceber que falávamos dela, quando notou sorriu e, segundos depois, voltou a mirar a caixinha de fósforos...linda demais, já sabe das coisas :) ;
na volta para São Paulo quase nos perdemos com duas placas direcionando nosso retorno, uma dizia sul e outra norte. Por alguns segundos pareceu alucinação, nos olhamos e concordamos que o mundo era dividido em norte e sul...
Ai, ai...
Segue o poeminha de Vinícius cantado por Bethãnia que citei:
"
De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo
A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte
Outros que contem
passo por passo
Eu morro ontem
Nasço amanhã
Ando onde há espaço
- Meu tempo é quando"
(Poética I - Vinícius de Moraes)
Beijo sulista!
Jú.