sábado, 24 de março de 2012

PINA de Wim Wenders



"Uma verdadeira Obra de Arte"

O filme é uma declaração de amor à dança, à vida, ao amor, à inquietude da alma, à Mulher Pina Bausch  (eu não conhecia) que desvenda o ser humano com um único olhar e transforma o que vê na mais pura arte do movimento.

Pina Bauch (1940-2009)

Movimento visceral, de dentro, latente e como tempero a direção de Wim Wenders (Tão Longe Tão Perto, Paris Texas, Asas do Desejo).
Dois dias antes de começar a gravação do documentário, ela se vai. O grupo, revela pouco a pouco o que ela deixou em seu caminho: sua obra, seu movimento, seu olhar, seu entendimento da vida e do amor.

A Vida salta da Tela e nos acorda...

Através de pequenas (mas valiosas) frases ditas aos integrantes de sua trupe, ela se enraíza. Primavera, Verão, Outono, Inverno. Uma Ode à cada fase da Vida. 

"Sagração da Primavera" Stravinsk

Música (belíssima), os quatro elementos, movimento e amor (aqui um amor ao próximo, resgatando o que cada um tem de melhor - seja em forma de loucura, tristeza, alegria, dor, prisão, amor, liberdade). 

O Amor numa Redoma de Vidro, frágil como a Mulher que se entrega...

O reconhecer-se através do movimento livre. Homens, mulheres maduras e lindas (o que são aqueles rostos, aquelas rugas talhadas com a profundidade da entrega?), adolescentes, gente do mundo inteiro numa ciranda regida por uma Deusa que dança a leveza e a dor do peso da existência.

As cores, a Água, o Ar e o Movimento...

Está na tela todo o Sentimento que move a Humanidade.
Fascinante.
Digno de Lagartixas.

Estou impregnada do filme.
Vcs vão ter que me agüentar por um bom tempo.
Assistam.

Por Cláudia Belintani

8 comentários:

  1. Para vcs, uma poesia do movimento.
    Com carinho e respeito pelo que assisti,
    Cláudia

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  2. É de virar do avesso para depois revirar outra vez e de novo. Quanta dramaticidade, criatividade e beleza. A expressão da alma que se revela no corpo, nosso corpo que pode tanto e muito mais.

    Também estou flutuando, impregnada pelas cenas, louca para dividir com vc, Claudia, nossa Pina Belintani, tão capaz de fazer o que ela fez: aproximar, inspirar, amar e revelar a essência de cada uma de nós.

    Bjs com arte, margaret

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    1. É o seu filme Margaret.

      Leveza, arte, conhecimento da alma e do corpo em sintonia com a vida.

      O "abrir mão" das máscaras e o despertar da essência através da força do movimento.

      "Pina Belintani"...
      Acho que todas nós temos a Pina inserida na alma.

      Obrigada Margaret.
      Obrigada.
      Bj,
      Com muito carinho.
      Cláudia

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  3. meninas, acabei de sair do filme e acho que ainda estou flutuando e não quero parar... o filme é tocante como tudo o que o win wenders faz. a pina é pura leveza de corpo e alma. ela mostra tanta coisa, como o ir buscar dentro das entranhas o melhor da gente e depois transbordar, transbordar... nessa busca são vários os obstáculos, pedra, água, dores, amores, o sol.... é uma luta para viver, pra se manter vivo.
    o que é aquela cena da dançarina presa por um corda? o que são aquelas mulheres se largando nos braços "confiantes" do outro?
    ao sair do filme com a juju, pensei em invadir a rua e dançar, dançar e dançar, de olhos bem fechados pra conseguir enxergar, se enxergar. pensei em invadir uma redação careta de jornal e sair dançando, em cima das cadeiras, mesas, da cabeça dos caretas de alma.
    acho que esse filme retrata bem o que todas nós lagartas buscamos. vamos assistir juntas? amaria!
    beijos, d.

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  4. Logo no começo ela diz... há momentos que não cabem palavras, por isso existe a dança. Na dança me permito de fato não pensar, é o momento de transbordar, de sentir! Minha voz sai nos gestos.

    Estou a dois dias sem comer quase nada e volto a sentir meu corpo. Há tempos meu corpo era um corpo estranho, o sentia fora de mim, não tinha percepção nem controle sobre ele. Parece que dentro de mim era uma massa só, indiferenciada. Parece que ele pediu essa limpeza. Sinto minhas entranhas de novo, sinto até fome, de tanto comer por ter que comer, não tinha nem tempo de sentir fome. O filme da Pina formigou meu corpo e meu pensamento, saí sentindo da cabeça a cada ponta dos dedos das mãos e dos pés. a fome foi embora de vez, parece que o corpo foi alimentado pelo próprio corpo em gesto, em movimento. Como fazemos do corpo um depósito de coisas, de ansiedades, tensões, de comidas engolidas e não degustadas, como o enchemos de sobrepeso...

    Vejo a pele como uma fronteira entre si e o outro, nossa, o filme mostra a todo momento a expansão e a contração, a expressão explosiva que logo é censurada, retraída e, em seguida, volta a explodir. Um movimento vicioso. Parece a eterna busca por conseguir ser frente a um contexto de fora, um jogo interminável de forças, do um querendo se expressar, mas tendo que se contrair frente ao outro, à merce de uma realidade além da sua própria. Aproximação e afastamento. Nossa, que peso e que leveza, juntos o filme inteiro.

    Completamente humano...

    Obs: fiquem tranquilas, estou me alimentando... :)

    Jú.

    Jú.

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    1. Nosso corpo pode ser preenchido pela nossa consciência. Ser e estar ao mesmo tempo. Presença. Estamos todos os dias aprendendo....abraços, margaret

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  5. Claudia, ontem dormi ao som da trilha da "pina" e percebi que as imagens do filme me hipnotizaram a tal ponto que não prestei atenção na música. é sensacional! ensaiei até uns passos lá pela madrugada, o sono demorou a chegar... obrigada pelo cd, pelo livro das sombras e pelo carinho de sempre. beijos, da sua fã, d.

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  6. Adorei a Pina! É intenso , visceral. Eles dançam com a alma. Com a projeção em 3D, dá a impressão que a gente está no palco.
    É muito bom!

    Bjs,
    MJ

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