quinta-feira, 1 de março de 2012

O TERRAÇO

Herman Melville

Herman Melville (1819-1891) nasceu e morreu em Nova York. Os relatos das suas experiências como tripulante pelos mares do Sul, em títulos como Taipi, Omoo e White-Jacket, sobre o convívio com nativos das Ilhas Marquesas, renderam-lhe popularidade no início de carreira. Em 1851, publicou Moby Dick, seu sexto livro em apenas cinco anos. A partir daí, ainda que tenha escrito outros títulos, poesias, e novelas curtas, viveu anos de obscuridade, chegando a trabalhar como inspetor de alfândega, de 1866 a 1885.

                                                                    
Ele acreditou que "Moby Dick" o tiraria do ostracismo

Sua última novela, Billy Budd (coleção Prosa do Mundo, Cosac Naify, 2003), só foi publicada postumamente. Já a história de Bartleby, o escrivão (Coleção Particular, Cosac Naify, 2005), publicada anonimamente em 1853, e como parte do volume Os Contos da Piazza, em 1856, não foi bem recebida pela crítica, ficando sem reedição até os anos 1920, quando os livros de Melville começaram a ser estudados, seus textos incluídos nas antologias escolares, e sua obra revisitada. É de 1921 a primeira monografia americana sobre sua obra: H. Melville, marinheiro e místico, de Raymond Weaver.

Melville sofria em pensar como seria lembrado na posteridade. Em carta ao amigo e escritor Nathaniel Hawthorne, em 1851, confessa temer ser apenas lembrado como o homem que viveu entre os canibais - referindo-se às suas aventura nas Ilhas Marquesas. Num prólogo à tradução de Bartleby, o escrivão, Jorge Luis Borges lembra que nos vinte anos da morte de Melville, a Enciclopédia Britânica o considerava apenas um simples cronista da vida marítima.

A "Baleia Branca" o sepultou (Imagem de Farel Dalrymple)
                                                                           
Meninas:
Imagino que todas que leram O Terraço tenham adorado!
A história tem um
encanto todo especial....
A felicidade está onde nós a pomos, e nunca a colocamos onde nós estamos....
E as fadas, aquele brilhozinho na montanha..... tudo puro encanto!

Beijos a todas.
Angela

Trechos comentados do conto:
"E a beleza é como a piedade: não se pode vê-la enquanto se corre, tranqüilidade e constância, e mais, hoje em dia, uma poltrona são indispensáveis." (a poltrona...)

"...tal uma calmaria nas linhas de Equador, mas a vastidão e a solidão de tal maneira são oceânicas, e o silêncio e a monotonia também."(o silêncio... o barulho do silêncio tbm me remete ao mar (o fundo do mar))

"...e talvez nunca tivesse sabido, não fosse uma tarde enfeitiçada de outono -  de fim de outono, tarde de poeta louco."(outono Maria José, mês de inquietude, de busca, de lusco-fusco...)

"Ali há fadas pensei. Há um círculo mágico onde fadas dançam."(Nossa Doce Confraria, o Terraço iluminado onde me disseram que só neste andar existe luz...)

"Numa garganta entre dois mundos sem participar de nenhum..." (O ponto vélico Juba...)

"Penso, penso - é uma roda que não posso fazer parar; pura falta de sono, é o que a faz girar." (a voz que não se cala)

"-  Estranhas são as suas fantasias,  Mariana.
-  Só fazem refletir as coisas.
-  Nesse caso eu devia ter dito: "Que estranhas coisas são essas", em lugar de dizer: "Estranhas são as suas fantasias, Mariana"." (Os olhos que refletem no outro, que buscam somente no outro)

"Mas todas as noite quando o pano cai, a verdade me chega, junto com a escuridão.  Não há luz na montanha. Caminhando no terraço de um lado para outro, eis que me persegue o rosto de Mariana e outras muitas historias igualmente reais. (A madrugada que abre as portas dos porões).



Postado e comentado por Cláudia
bjs

3 comentários:

  1. Uma prévia da noite de ontem.
    Foi mágico Angela, o conto delicado, sutil, profundo e encantado assim como vc.

    Bj,
    Cláudia

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  2. Cláudia! Voce realmente não existe!!!! Muito 10 essa postagem, eu não conhecia nada de nada dessw escritor e ainda achava que Moby Dick era de outro escritor!!! Você é mais que cultura é a facilitadora de cultura a genialidade da Confraria!
    beijocas
    Silvia

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  3. Menos mal que ainda podemos sonhar...

    Maria Jose

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