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| O Cemitério Judeu de Praga, em Josefov |
Meninas, não li o ainda o Cemitério de Praga, mas o trecho trazido pela Maria José me fez lembrar de Praga, uma cidade que me impressionou muito pelas camadas e camadas de história que se amalgamam em sua superfície. O Cemitério Judaico é um exemplo disto. Encontrei esta descrição na internet e repasso para vcs para que leiam qdo tiverem um tempinho, apenas por curiosidade.
Bjs, Margaret
O cemitério judeu de Praga, em Josefov.
Praga tem uma grande área que é considerada turística. Tão grande que é subdividida em cinco regiões, que são: Castelo (ou Hradcany), Malá Strana (ou bairro pequeno), Cidade Velha, Cidade Nova e Josefov. Aos poucos vou falar de cada uma delas, mas neste post vou para Josefov, também conhecido como o Bairro Judeu.
Durante séculos – séculos mesmo, não é força de expressão – os judeus que viviam em Praga sofriam restrições, sobretudo quanto ao lugar em que viviam (e morriam). Ser judeu na Praga daqueles dias significava viver em um gueto localizado numa curva do rio Moldava, do lado oposto ao Castelo. Durante o dia os judeus podiam sair e exercer suas atividades (geralmente comércio) na Cidade Velha. Mas ao cair da noite deviam voltar para seu bairro.
A restrição valia inclusive após a morte. Todo o judeu falecido deveria, obrigatoriamente, ser enterrado no cemitério judeu dentro do bairro. Ao longo do tempo, este cemitério lotou. Não havia mais lugar para enterrar os mortos, nem tampouco havia permissão para enterrá-los em outro lugar.
A solução foi retirar todas as lápides, cobrir todo o terreno com uma nova camada de terra, recolocar as lápides antigas e recomeçar os enterros em um novo nível.
Com o tempo, essa nova camada também lotou, e o processo foi repetido, com as lápides do primeiro nível e do segundo. E assim sucessivamente, durante séculos. Até o dia em que o imperador José libertou os judeus de seu gueto, e o bairro onde moravam passou a se chamar Josefov, em sua homenagem.
Mas, até que isso acontecesse, pelo menos 12.000 pessoas foram enterradas no cemitério, em pelo menos sete níveis diferentes (em alguns pontos chega a mais de dez). Ou seja, mais de 12.000 lápides estão lá até hoje, disputando espaço neste pequeno cemitério. Algumas delas remontam ao século XV, fazendo do cemitério judeu de Praga o mais antigo do gênero em todo o mundo.
E as lápides, por si só, são uma verdadeira aula de história pois, assim como a arquitetura, elas foram se modificando ao longo do tempo. No cemitério convivem lápides góticas, renascentistas, barrocas e rococós. Bem ao estilo de Praga, que reúne e harmoniza séculos de história.
21 July 2009 - Essa página é escrita e editada por Luiz Fernando Destro, que é o representante no Brasil da CzechTourism – Escritório de Turismo da República Tcheca e também presidente da Comissão Europeia de Turismo no Brasil, até março de 2013.

Margaret:
ResponderExcluirNo filme "Tão Forte Tão Perto", baseado no livro “Extremamente Alto e Incrivelmente Perto” (segundo romance de Jonathan Safran Foer, autor do imperdível “Uma Vida Iluminada”),o "menino", no início do filme faz uma alusão a este tipo de cemitério.
As Histórias são exatamente isso, uma em cima da outra, e por cima, estamos nós, para entender o passado e continuar seguindo.
Bj,
Cláudia
Tenho fascínio por essas histórias! Conte mais, quero saber tudo...
ResponderExcluirObrigada Marg.
beijocas
Silvia
Hahaha... Sil, adorei o Marg, que provavelmente vc pronunciou Margy.
ExcluirSabe, vou contar a história do meu nome. Minha avó se chamava Margarita e é costume entre os judeus de origem espanhola homenagear os filhos com nomes de avós vivos. Minha mãe, no entanto, não gostava da sogra nem de seu nome, então numa manobra espetacular escolheu Margaret. Eu adorei. E assim na família e na escola todos me chamavam assim: Márgaret . Quando cresci um pouquinho e saí daquele mundinho família/escola judaica, percebi que os brasileiros não conseguiam pronunciar meu nome com o “t” mudo no final, então virei “Margarétchi”. Convivendo um pouquinho consigo me transformar proparoxítona e sou promovida a “Márgaretchi”....hahaha....adoro, é tão brasileiro. Na intimidade mesmo, ganho outra promoção “Má”. Mas demora... sabe como é, um metro e oitenta de mulher com nome tão pequeninho, leva tempo..... Quando minhas sobrinhas menores começaram a falar elas me batizaram de tia “Mágui”, a coisa mais fofa, também amei de paixão. E agora veio a Silvia e criou este Margy... hahaha, muito Silvia, uma graça.... obrigada.
É... são camadas e camadas de nome...haha, caiu bem no tema do post. Bjs. Precisa assinar?
Maegaret, tem uma poesia em espanhol, que eu vou achar, que minha mãe sempre recitava, e que eu adorava, de uma Margarita que foi buscar uma estrela.
ResponderExcluirVou achar.
Bjo.
Maria José
nossa, que história mais encantadora, os novos mortos sobre os velhos mortos. as novas gerações que se misturam as mais antigas. queria montar em cima de todos os meus antepassados, talvez isso me desse conforto na morte. como quero ser cremada, quem sabe não junto as cinzas de todos no mesmo pote... ando fazendo o exercício de encarar a morte, acho que só assim vou viver bem o que se tem pra viver aqui. beijos pra nossa margy (amei, silvia!), d.
ResponderExcluirmargy (adorei esse carinho,silvia!), adorei essa história de repousar sobre os nossos cadáveres. acho que assim me sentiria mais aconchegada na morte. tenho feito um exercício de encarar a morte, pra ver se com isso vivo melhor a vida. beijos, d.
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