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| A Poltrona da Tania e do José sob o efeito da Lygia |
Lagartixas:
Um pedacinho da noite de ontem sob os óculos do jornalista e escritor José Castello e da nossa querida Tania que inquietou os ares da madrugada que entravam pela fresta da janela do Sul...
"Um conto esplêndido como "A testemunha" sintetiza a estratégia sutil de Lygia. Para ela, o objeto da literatura não é o real, mas o indizível, isto é, aquela parte do real que nos escapa. Tudo aquilo que não pode ser dito, nem com o discurso rigoroso da ciência, nem com os argumentos sedutores da razão. É esse indizível que, visto com sensibilidade, se aproxima do extraordinário, que sua literatura tenta dizer.
Em "A testemunha", um homem se sente ameaçado por um amigo, a quem toma como única testemunha de um acesso de loucura que ele teria experimentado na noite anterior. O acesso de fato aconteceu? Não aconteceu? Isso é o que menos importa. O que interessa a Lygia não é a resposta, mas a dúvida. É o sentimento inquietante do "pode ser", mas também do "pode não ser", a vacilação interminável diante do real. Isso é o humano e é disso que a literatura de Lygia trata. De um veredicto judicial, ou de um relato médico, ou de um estudo científico, esperamos respostas. Da literatura, não: é a arte de suportar o que não se pode responder."
Em "A testemunha", um homem se sente ameaçado por um amigo, a quem toma como única testemunha de um acesso de loucura que ele teria experimentado na noite anterior. O acesso de fato aconteceu? Não aconteceu? Isso é o que menos importa. O que interessa a Lygia não é a resposta, mas a dúvida. É o sentimento inquietante do "pode ser", mas também do "pode não ser", a vacilação interminável diante do real. Isso é o humano e é disso que a literatura de Lygia trata. De um veredicto judicial, ou de um relato médico, ou de um estudo científico, esperamos respostas. Da literatura, não: é a arte de suportar o que não se pode responder."
(José Castello - Jornal de Poesia (Revista Valor - 06/2005))"
Valor: Seu livro mais recente reúne contos esquecidos. Por que esse esquecimento?
Lygia: Quando fiz minha primeira seleção de contos ("Meus Contos Preferidos", Rocco, 2004), simplesmente esqueci deles. Sou uma ingrata, sou uma droga de escritora, uma patife - é o que eu me dizia depois. Os leitores reclamavam e eu me perguntava por que não os incluí. Com "Meus Contos Esquecidos" (Rocco, 2005), enfim os trago de volta. Eu os tinha afastado, mas um dia lá longe, como no amor, muitos anos depois da separação, você se pergunta: Meu Deus, o que é que eu fiz? Você se pergunta por que afastou o outro, por que o esqueceu. Com os contos é a mesma coisa. A sorte é que, na literatura, ao contrário do que ocorre no amor, o esquecido está sempre lá, esperando, e você pode recuperá-lo.
Valor: Isso mostra a dificuldade dos escritores para avaliar o que fazem?
Lygia: Certamente, os escritores têm uma grande dificuldade para decidir a respeito do valor, ou da falta de valor, do que escrevem. E por isso eu preciso tanto do leitor. Ele não entra, é claro, no processo criativo, mas depois se torna um cúmplice, depois ele me ajuda a desembrulhar o que estava embrulhado. O leitor é cúmplice, não de um crime, como no conto policial, mas de uma criação. Ele te ajuda a trazer à luz o que estava perdido. Os escritores precisam do leitor. Na escrita, você tira sua máscara, mas nem toda; é o leitor, no fim, quem te ajuda a puxá-la.
Valor: Um conto estupendo como "A testemunha", a história de um homem que tem certeza de que foi tomado pela loucura, que cometeu alguma barbaridade e depois esqueceu de tudo, ilustra o grande refinamento psicológico de suas narrativas.
Lygia: Pois é, e esse homem, Marino, que é um louco, tem no outro, Rolf, uma testemunha perigosa de sua loucura. Então, resolve acabar com ele, na esperança de, assim, anular o perigo que a loucura representa. Na vida criminal existe muito isso: acabar com o outro, matá-lo, para se livrar daquilo que o outro vê. Mas, quando Marino mata Rolf, ele não mata a loucura, ela persiste. A loucura continua ali, nada mudou.
Valor: De qualquer modo, no fim do relato, o leitor não tem certeza se Marino cometeu ou não o tal ato de loucura de que tenta fugir. Isso lembra o mistério de "Dom Casmurro", de Machado, e a dúvida nunca resolvida a respeito da traição de Capitu. Como escritora, mas também como advogada, você acha que Capitu traiu Bentinho com seu amigo Escobar? Ou ela não traiu e tudo não passa de uma fantasia persecutória que Betinho experimenta?
Lygia: Como você sabe, escrevi, com Paulo Emilio Salles Gomes, um livro ("Capitu", Siciliano, 1993) a respeito de "Dom Casmurro". Na verdade, um roteiro de cinema inspirado no romance. Veja, Bentinho só percebeu que a Capitu era amante do Escobar, ou podia ter sido amante, quando, no enterro de Escobar, ele olha para Capitu e percebe em seu olhar a mesma expressão aflita que encontra na face da viúva. É um detalhe, mas um detalhe que, para ele, desmascara a mulher. É o encanto da dúvida eterna que faz o romance de Machado imortal. Se o Machado lhe desse uma solução, o fascínio acabaria. Agora, por que a certeza de Bentinho é suspeita? Simplesmente, porque ele é o narrador do romance. E o narrador, aquele que rememora, é sempre suspeito. É o lugar que ele ocupa na narrativa, e não algo que fez ou deixou de fazer, que o torna suspeito. Esse é o segredo da permanência de "Dom Casmurro": a inexistência da verdade absoluta.
Valor: Você se esquivou de minha pergunta. Afinal, Capitu traiu ou não Bentinho?
Lygia: Li "Dom Casmurro" três vezes. Quando li pela primeira vez, eu era uma jovem estudante de direito, e fiquei com muita pena de Capitu. Eu pensava: esse Bentinho é um doido, um neurótico, é claro que ela não o traiu, ela é só uma vítima de sua loucura. Quando li o romance pela segunda vez, já era uma mulher adulta. Então, mudei de idéia, e me pareceu que Capitu traiu Bentinho. Capitu era uma manipuladora, desde criança ela manipulava Bentinho, e Bentinho era só um inocente. Era uma dissimulada, e ele um ingênuo. Li "Dom Casmurro" pela terceira vez, enfim, junto com Paulo Emilio, para trabalhar em nosso roteiro. Lembro que o Paulo me pediu que, pelo amor de Deus, suspendesse o juízo. Eu não devia definir nada, ele insistia, pois o livro é inatingível - aquela história dos três is. Eu devia simplesmente entregar o problema para o leitor.
Valor: Seu livro mais recente reúne contos esquecidos. Por que esse esquecimento?
Lygia: Quando fiz minha primeira seleção de contos ("Meus Contos Preferidos", Rocco, 2004), simplesmente esqueci deles. Sou uma ingrata, sou uma droga de escritora, uma patife - é o que eu me dizia depois. Os leitores reclamavam e eu me perguntava por que não os incluí. Com "Meus Contos Esquecidos" (Rocco, 2005), enfim os trago de volta. Eu os tinha afastado, mas um dia lá longe, como no amor, muitos anos depois da separação, você se pergunta: Meu Deus, o que é que eu fiz? Você se pergunta por que afastou o outro, por que o esqueceu. Com os contos é a mesma coisa. A sorte é que, na literatura, ao contrário do que ocorre no amor, o esquecido está sempre lá, esperando, e você pode recuperá-lo.
Valor: Isso mostra a dificuldade dos escritores para avaliar o que fazem?
Lygia: Certamente, os escritores têm uma grande dificuldade para decidir a respeito do valor, ou da falta de valor, do que escrevem. E por isso eu preciso tanto do leitor. Ele não entra, é claro, no processo criativo, mas depois se torna um cúmplice, depois ele me ajuda a desembrulhar o que estava embrulhado. O leitor é cúmplice, não de um crime, como no conto policial, mas de uma criação. Ele te ajuda a trazer à luz o que estava perdido. Os escritores precisam do leitor. Na escrita, você tira sua máscara, mas nem toda; é o leitor, no fim, quem te ajuda a puxá-la.
Valor: Um conto estupendo como "A testemunha", a história de um homem que tem certeza de que foi tomado pela loucura, que cometeu alguma barbaridade e depois esqueceu de tudo, ilustra o grande refinamento psicológico de suas narrativas.
Lygia: Pois é, e esse homem, Marino, que é um louco, tem no outro, Rolf, uma testemunha perigosa de sua loucura. Então, resolve acabar com ele, na esperança de, assim, anular o perigo que a loucura representa. Na vida criminal existe muito isso: acabar com o outro, matá-lo, para se livrar daquilo que o outro vê. Mas, quando Marino mata Rolf, ele não mata a loucura, ela persiste. A loucura continua ali, nada mudou.
Valor: De qualquer modo, no fim do relato, o leitor não tem certeza se Marino cometeu ou não o tal ato de loucura de que tenta fugir. Isso lembra o mistério de "Dom Casmurro", de Machado, e a dúvida nunca resolvida a respeito da traição de Capitu. Como escritora, mas também como advogada, você acha que Capitu traiu Bentinho com seu amigo Escobar? Ou ela não traiu e tudo não passa de uma fantasia persecutória que Betinho experimenta?
Lygia: Como você sabe, escrevi, com Paulo Emilio Salles Gomes, um livro ("Capitu", Siciliano, 1993) a respeito de "Dom Casmurro". Na verdade, um roteiro de cinema inspirado no romance. Veja, Bentinho só percebeu que a Capitu era amante do Escobar, ou podia ter sido amante, quando, no enterro de Escobar, ele olha para Capitu e percebe em seu olhar a mesma expressão aflita que encontra na face da viúva. É um detalhe, mas um detalhe que, para ele, desmascara a mulher. É o encanto da dúvida eterna que faz o romance de Machado imortal. Se o Machado lhe desse uma solução, o fascínio acabaria. Agora, por que a certeza de Bentinho é suspeita? Simplesmente, porque ele é o narrador do romance. E o narrador, aquele que rememora, é sempre suspeito. É o lugar que ele ocupa na narrativa, e não algo que fez ou deixou de fazer, que o torna suspeito. Esse é o segredo da permanência de "Dom Casmurro": a inexistência da verdade absoluta.
Valor: Você se esquivou de minha pergunta. Afinal, Capitu traiu ou não Bentinho?
Lygia: Li "Dom Casmurro" três vezes. Quando li pela primeira vez, eu era uma jovem estudante de direito, e fiquei com muita pena de Capitu. Eu pensava: esse Bentinho é um doido, um neurótico, é claro que ela não o traiu, ela é só uma vítima de sua loucura. Quando li o romance pela segunda vez, já era uma mulher adulta. Então, mudei de idéia, e me pareceu que Capitu traiu Bentinho. Capitu era uma manipuladora, desde criança ela manipulava Bentinho, e Bentinho era só um inocente. Era uma dissimulada, e ele um ingênuo. Li "Dom Casmurro" pela terceira vez, enfim, junto com Paulo Emilio, para trabalhar em nosso roteiro. Lembro que o Paulo me pediu que, pelo amor de Deus, suspendesse o juízo. Eu não devia definir nada, ele insistia, pois o livro é inatingível - aquela história dos três is. Eu devia simplesmente entregar o problema para o leitor.

O Conto "esplêndido" da Tania.
ResponderExcluirSombra, Madrugada e Esquecimento...
Uma análise do "estupendo" conto da Lygia, narrado com firmeza e sensibilidade pela Tania.
"A Testemunha".
''Para ela, o objeto da literatura não é o real, mas o indizível, isto é, aquela parte do real que nos escapa. Tudo aquilo que não pode ser dito, nem com o discurso rigoroso da ciência, nem com os argumentos sedutores da razão. É esse indizível que, visto com sensibilidade, se aproxima do extraordinário, que sua literatura tenta dizer''
ResponderExcluirSUBLIME!, MAESALAGARTIXA!, MARAVILLOSA PLANCHA!!!!
ora,senhoras,
ResponderExcluirse isso já não é um ápice de pinealidade desconcertante!
a proposito, assustariam se eu dissesse que eu sou deus e aquele erudito argentino é o demonio
eque arelação entre ambos é perfeitamente amistosa y cordial
(el diablo és él que más entiende de religión! proverbio muçulmano
"...o homem taciturno vinha do Sul"
Excluir"Sabia que aquele templo era o lugar exigido por seu invencível propósito; sabia que as árvores incessantes não haviam conseguido estrangular, rio abaixo, as ruínas de outro templo propício, também de deuses incendiados e mortos; sabia que sua imediata obrigação era sonhar. Por volta da meia noite foi despertado pelo grito inconsolável de um pássaro."
"No sonho do homem que sonhava, o sonhado despertou."
"Primeiro (no fim de uma longa seca) uma nuvem remota sobre um morro, leve como um pássaro; depois, rumo ao Sul, o céu que era da cor da gengiva dos leopardos: logo as fumaceiras que enferrujavam o metal das noites; por fim, a fuga pânica das feras."
"Com alívio, com humilhação, com terror, compreendeu que ele também era uma aparência, que o outro estava sonhando."
"Queria sonhar um homem: queira sonhá-lo com integridade minuciosa e impô-lo à realidade."
Fragmentos de "as ruínas circulares" do erudito argentino Jorge Luis Borges - o homem que elucidou o fogo do inferno e nos trouxe um pouco mais de luz para a sombra.
Total...
ResponderExcluirBergman e "O Sétimo Selo", Saramago e "Caim", Goethe e seu "Fausto".
No ano passado, tivemos um encontro de um padre e do próprio demônio no meio de uma clareira. Foi um dos melhores momentos da Confraria. Se não me engano é um conto árabe.
Como seríamos sem a sombra?
Impossível, ela nos conduz para a luz.
Fascina, porém entorpece se não nos nortearmos de um pouco de realidade.
Anjos caídos, reféns da vida, inquietos que se perdem nas brumas... Pode tudo, mas tem que pisar na Terra de vez em quando.
Senhor...
Ibn Arabi; Señor de las imágenes e imaginales.
ResponderExcluirhttp://relatosdeternidad.forocreacion.com/t921-ibn-arabi-senor-de-las-imagenes-e-imaginales
mariocesar el Vie Ene 28, 2011 8:08 am
“El mundo es una ilusión. No posee
existencia real [...] Has de saber que tú
mismo eres una imaginación. Y todo lo
que percibes y aquello de lo que dices
‘esto no soy yo’ también es imaginación”
Ibn ’Arabí
“Los hombres están
dormidos. Sólo cuando
mueren despiertan”,
Ibn ’Arabí.
En “La otra muerte” escribe:
Excluir“los griegos sabían que somos las sombras de un sueño”
y en “El Zahir”:
“Según la doctrina idealista los verbos vivir y soñar son rigurosamente sinónimos”.
El viejo "Borges"
Sei que já e muito tarde e não quero testemunhas rsrsrs, mas estou apaixonada por todos os momento que tenho vivenciado!!!!
ResponderExcluirMuito encantada com tudo.
Difícil descrever a emoção que senti ao ler o blog hoje.
Me surpreendi.
Não esperava o rico comentário e a entrevista, me emocionei.
De verdade?
Me apaixonei.
A paixão agora ocupa um lugar comum na minha vida desde que recebi o convite para participar do grupo.
Agora ando nas nuvens e dedicando um tempo considerável em pensamento ao evento, o que me da um prazer imenso!
Não conheço nenhuma outra expressão , por isso uso o meu muito obrigada!!!
Bj carinhoso.
Tania Cardoso
Tania querida,
Excluirbem vinda ao Sul...
Bj
ResponderExcluirSimpatía y respeto por el Diablo.
mariocesar el Dom Abr 01, 2012 10:39 pm
.Simpatía y respeto por el Diablo.
Giovanni Papini deseaba un nuevo Santo Tomás de Aquino que explicitará la Suma Diabológica, ya que ni con el miedo ni la ignorancia "podremos suprimir el Príncipe de este Mundo" ni liberarnos de su "espantosa dominación". Nos proponía retomar el deber cristiano de "conocer al Adversario", allende y aquende las complacencias ocultistas y...la iracundia pietista"..."para que la verdad prepare su redención y la nuestra"
La Piedad ha de perfeccionar al Conocimiento. El conocimiento del Diablo es imprescindible, allende y aquende todos los subterfugios pseudometafísicos, racionalistas y psicologistas. Conocerlo sin simpatía no conduciría a la comprensión que es la partera del AMOR que vence a la muerte. En esto último, parafraseamos a los dos más grandes florentinos y verdaderos romanos: DANTE y PAPINI.
"También por el negro portal del pecado se puede entrar en el Reino de Dios" ( Giovanni Papini)
No intentamos atribuirle este consejo ni denotar ni connotar que Papini ratificara esta tesis; es más la rectifica y refuta bastante a lo largo de su obra. No obstante, dicha tesis, bien interpretada, es decir mentada sólo a partir de lo analógico y sopesada en el meritorio territorio de las realizaciones anagógicas, está en los campos semánticos y pneumáticos de PLOTINO ( No se trata de ser bueno sino de ser Dios), de MAHOMA y LUTERO ( El Diablo no sólo tiene sus derechos sino que merece respeto), de Meister Eckhardt ( Cometería 80.000 pecados mortales si ello me llevara a Dios), de BLAKE / El camino del exceso conduce al palacio de la Sabiduría), de IBN ARABI ( Que el faquir peque en todo , menos en la orientación hacia el centro), etc.
El que más sabe de religión es el Diablo (proverbio musulmán).
La religión es el Diablo ( tesis del tassawwuf o esoterismo islámico). El Diablo porta el collar de la maldicón y está desacreditado porque es el único que conoce el secreto que esta a la vista en la apariencia de Adán (Atar) El Diablo, el Principe de este Mundo y el Demiurgo son una y la misma cosa:nuestro alucinar una creación y distinguir entre el Bien y el Mal (Guenón y un proverbio hindú:”El Mal es distinguir entre el Bien y el Mal; el Bien, superar a ambos”)
Giovanni Papini sentía mucha simpatía por el Diablo, en su juventud, y cuando asumió su condición de florentino, sinfronizador dantesco y católico, dicha simpatía devino apetito de conocimiento en pos de la comprensión amorosa del Diablo.
Papini ha sido el más grande de los exoteristas y por eso no debemos pedirle anagogías tales como que Dios, Diablo, Mundo y etc. sólo son nuestro propio y único yo. Por otra parte, quienes abusan y literalizan las obviedades metafísicas, tales como las de que no hay nada y otras, en general son curradores, entrenadores de perros, tanto como los que despliegan en sus tiendas sistemas y métodos que dependen de la obediente y esforzada voluntad de los cobayos. Así que las literalidades, a veces excesivamente profanas, teológicas y criaturiales de Papini, preservan más secretos que todos los maestros neoadvaitas que pululan por el planeta o los aerobicochamanes...
Papini puso sobre el tapete del tonal el tema del Diablo como corresponde, en su formidable obra EL DIABLO, y propuso una DIABOLOGÍA que aún no ha existido y que tendrá su AQUINO que redactará su SUMA DIABOLÓGICA
Movido por su caridad y su misericordia, Papini, nos recordó que las relaciones entre DIOS y el DIABLO son increíblemente más cordiales de lo que se sospecha. Así destacamos que tanto el dial divino como el luciferino nos llevan al mismo corazón. También nos recordó la misión humana de intentar retrotraer a Satanás a su "condición primera" para que " nos libere a todos de la tentación del mal"
ResponderExcluirEl estudio de su libro es imprescindible para despertar somnolencias y recordar olvidos que adormecen y laguenean, doctrinal y operativamente, a las tradiciones en su estado actual.
“Dice la leyenda de que San Bernando amaba tanto a la Virgen que tenía celos del Niño y María se vio obligada a hacerlos hermanos de leche.”
¿Los celos de Lucifer por su hermano Cristo ( según cierta tesis - la común es la de los celos por Adán, pero, en el fondo es lo mismo ya que Cristo es el Segundo Adán) se subliman en una victoria iniciática en SAN BERNARDO DE CLARAVAL con la EVA triunfante, nuestra Madre AVE María?
El Hermano Mayor de Cristo:
La primera vez que supe sobre la “fraternidad” del Diablo y Cristo fue de pibe leyendo a PAPINI; después leyendo a ocultistas del XVIII que retomaban rumores gnósticos , sobre todo , los de que somos los maestros de los diablos que estaban a nuestro cargo para educarlos y regenerarlos, pero terminamos seducidos por ellos y de carceleros gurues pasamos a prisioneros de ellos…
La persona
En sus distintas etimologías la persona es una apertura a través de la cual pasa el sonido, la máscara, sincronizada en el diseño de maravilla acústica del teatro griego; un antifaz y, aun, un cinto...Y no cabe duda de que su actual y común prestigio le viene de una de las tantas innovaciones de los cristianos que optaron por griego y por las Personas de la Santísima Trinidad.
Qué alucinante ( en el sentido de su etimología poética. próximo a la luz) recordar y advertir de verdad que la persona, la personalidad, el ego; todo eso que nos hace creer que es nosotros, que nos usurpa y aprende con toda facilidad fikr y dikr; teoría y método; intento, ensoñación y acecho ( pero más que nada para usufructuarlo en el tonal y deslumbrarnos con perspicacias del ·entendimiento·) no son otra cosa que el ego volador, un yin, el demiurgo, el diablo ( y que , según le dijo Mahoma( Paz...) a su yerno, el Diablo también tiene sus derechos)...qué loco , también (según mitos apócrifos semíticos reactualizados en el esoterismo europeo del s xviii) que esos diablos, esos voladores sean discípulos nuestros, presidiarios, internados de reformatorios a nuestro cargo y como nosotros hemos evadido y olvidado nuestra función de gurúes o reformadores o regeneradores de ellos por habernos hechos, en un comienzo, complices y luego ellos se amotinaron y nos encerraron a nosotros, los guardiacárceles originales en esta gran ergástula...Finalmente ha de ser como lo insinuó Papini, Orígenes y tantos otros: Estos diablos quieren purificarse, salvarse y habrá quienes quieran liberarse a través nuestro...Sea como sea, ya en el nivel anagógico: El único Diablo, el único ego volador es el de nuestra DISCRIMINACION DEMIURGICA de estar dandoles forma a todo, discriminando para entender...
hablando de la persona, cuyas denotaciones y connotaciones de los últimos 16 siglos provienen del tema de la SANTÍSIMA TRINIDAD, resulta que el DIABLO, también, es TRINITARIO; se reconocen , en él, tres personas "unidas y sin embargo distintas" ( EL DIABLO. PAPINI): 1) EL REBELDE," criatura que quiere reemplazar al creador", sustituir e impostar a su propio PADRE; 2) EL TENTADOR, "que, de acuerdo con lo que un día hará el Hijo, invita al hombre a invitar a Dios; 3ro) EL COLABORADOR"que, con el consentimiento divino, atormenta a los hombres en la tierra y en el infierno..." (EL DIABLO. PAPINI)
ResponderExcluirAsí como trasponíamos de lo teológico y cosmogónico a lo metafísico y anagógico y los celos del astro matutino por su hermano menor : CRISTO y por su gurú y celador: ADÁN se develaban poderoso proceso iniciático y paramythia del "cristianismo anterior al cristianismo" en los celos de Bernardo de Claraval por CRISTO; así también encontramos el HIPOTEXTO MÍTICO de actitudes y criterios del BUDA, MEISTER ECKHARDT, SILESIUS, MAX STIRNER, SRI RANJIT, en el poema HAMARTIGENIA de AURELIO PRUDENCIO CLEMENTE ( siglos IV y V) que nos recuerda que el DIABLO persuadió a los ángeles que lo siguieron de "que él era el autor y creador de sí mismo" y se glorió " de haber creado la materia sacándola de su propio cuerpo "(EL DIABLO. PAPINI).
mariocesar
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Fecha de inscripción: 03/06/2010
. Re: Simpatía y respeto por el Diablo.
mariocesar el Mar Abr 03, 2012 12:25 am
.Giovanni Papini deseaba un nuevo Santo Tomás de Aquino que explicitará la Suma Diabológica, ya que ni con el miedo ni la ignorancia "podremos suprimir el Príncipe de este Mundo" ni liberarnos de su "espantosa dominación". Nos proponía retomar el deber cristiano de "conocer al Adversario", allende y aquende las complacencias ocultistas y...la iracundia pietista"..."para que la verdad prepare su redención y la nuestra"
Luis Enrique Tres Palacios CONOCER AL ADVERSARIO Y DERROTARLO ES LO QUE JESÙS EL CRISTO RECOMENDABA EN SU MÈTODO PARA DESARROLLAR LA CONSCIENCIA...SENCILLO ESE ERA EL MENSAJE.
Mario César Ingénito Y, pobre adversario, como decías por ahí. al que le atribuímos nuestras sandeces, temores pueriles y maldades pequeñoburguesas, cuando Él, en Prinicipio, está en un nivel tan superior (Porque esa INTELIGENCIA SUPREMA por más rebajada que esté a MERA ASTUCIA, casi PSIQUE, por su primitiva OFUSCACIÓN y no pueda ira más allá de lo físico y lo psíqucio en relación con los microteos rebajados a microcosmos; ante los actuales homúnculos, casi hombres de plástico, cobra hoy una silenciosa e invisible estatura que inminencia su primitiva gloria) en el que los pecados y las maldades son de un orden del cual los contemporáneos carecen de noción..
mariocesar
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. Re: Simpatía y respeto por el Diablo.
mariocesar el Vie Abr 06, 2012 1:29 am
.Una vez Satanás, que hablaba con un hombre, dijo:
- ¿Qué pides a cambio de tu alma?
- Exijo riquezas, posesiones, honores... también juventud, poder, fuerza... exijo sabiduría, genio... renombre, fama, gloria... placeres y amores... ¿Me darás todo eso?
- No te daré nada
- Entonces no te daré mi alma.
- Tu alma ya es mía..
mariocesar
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Re: Simpatía y respeto por el Diablo.
ResponderExcluirmariocesar el Sáb Abr 07, 2012 8:58 pm
.
Para Dios no hay ningún diablo, pero, para nosotros, éste es un muy efectivo delirio. NOVALIS
.
mariocesar
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. Re: Simpatía y respeto por el Diablo.
mariocesar el Sáb Abr 07, 2012 10:42 pm
.Todos los elementos de la Creación, es decir las criaturas, están pues contenidas en el Demiurgo, y en efecto, sólo las puede extraer de sí mismo puesto que la creación ex nihilo es imposible. Considerado como Creador, el Demiurgo produce primero la división, y no es realmente distinto de ella, ya que sólo existe en tanto que la división misma existe; después, como la división es la fuente de la existencia individual y ésta viene definida por la forma, el Demiurgo debe ser considerado como formador y entonces es idéntico al Adam Protoplastos.... Podemos decir aún que el Demiurgo crea la Materia, entendiendo por esta palabra el caos primordial que es la reserva común de todas las formas; después organiza esta Materia caótica y tenebrosa donde reina la confusión, haciendo surgir de ella las múltiples formas cuyo conjunto constituye la Creación. RENÉ GUÉNON.
mariocesar
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. Re: Simpatía y respeto por el Diablo.
mariocesar el Lun Abr 09, 2012 10:01 pm
.Las versiones teológicas como las del Diablo jactándose de haberse creado a sí mismo y sacar de su propio cuerpo la supuesta creación o ilusión que fuera de lo semítico se llama manifestación colman la versión alegórico moral de soberbia versus humildad; pero si se lee bien es lo mismo, el mismo proceso del que han hablado Sidartha Gautama ( que le corta el rostro a Dios que está en poder del Diablo), Meister Eckardt, Suso, Silesius ( que se paren a sí mismos y se encuentran allende y aquende toda "creación", y tantísimos maestros advaitas vedantas como Ramana Maharshi y aquel al que llamó "El Gran Yogui":René Guénon ( sobre todo, en su DEMIURGO). Así la lectura anagógica es, aparentemente de una diferencia abismal, según el abismo que hay entre lo exotérico y lo esotérico postulado por Guénon. Pero, también valen, lecturas como ésta:
lunes 9 de abril de 2012
Sobre el masón y la Humildad
No resulta ajeno a ningún masón que la Humildad es una de las virtudes más difíciles de construir y que de ella depende, en gran parte, el destino de una Logia. Por contraposición, la Soberbia es una de las causas del infortunio, tanto en la vida de los Talleres como en la vida misma. Completando una trilogía de trabajos dedicados a esclarecer aspectos fundamentales del Régimen Escocés Rectificado, recurrimos nuevamente a la pluma de Muy Resp.·. Hermano Ferrán Juste Delgado, Canciller del Gran Priorato de Hispania que refleja, con aguda precisión, qué es la Humildad y porqué razón su incesante búsqueda nunca debe ser abandonada por un masón cristiano. Dejamos al lector con nuestro autor.
Sobre la Humildad
ResponderExcluirAunque a priori pueda parecer un oxímoron por lo que pudiera tener de pedante por mi parte, si me disculpáis la indiscreción, quisiera compartir con Vos y el resto del Taller unas reflexiones personales referentes a una virtud, la humildad -cristianísima, vaya por delante-, y su otra cara de la moneda -la oscura-, la soberbia, “su” pecado capital “correspondiente” -antitético y antinómico-; y si tengo las suficientes luces para hacerlo no del todo mal, intentaré ver como interactúan estas dos pautas del comportamiento humano.
Consideremos para empezar que Lucifer, el ángel más hermoso creado por Dios, se rebeló contra su propio Creador por soberbia.
Por lo visto, eso de ser “portador de la luz” –significado de su nombre- era una carga demasiado pesada y se lo creyó también demasiado, lo que le supuso su derrota a manos del arcángel San Miguel, su expulsión de los Cielos y su confinamiento en el ámbito terrestre.
Desde entonces, y como consecuencia de aquella tentación primigenia y de aquel acto de protoorgullo, Lucifer sería para siempre el ángel caído.
Dice el Génesis que la serpiente, el animal “caído”, el más “terrestre y arrastrado” de la Creación, le dijo a Eva para tentarla “Seréis como dioses”, con el resultado que todos sabemos: sembrar la semilla de la tentabilidad, la susceptibilidad de ser tentados por la soberbia en todo el género humano.
Fue tras la tentación de Adán y Eva cuando Yaveh estigmatiza la serpiente, recordándole su condición de Bestia “caída” al suelo, y arrastrada por tierra y maldiciéndola con eterna “enemistad” con el género humano, linaje de Eva.
Desde entonces, el Maligno es enemigo -“el” enemigo- del hombre, y únicamente se le aproximará para tentarlo, arrastrándose por tierra.
Los Evangelios de San Mateo y San Marcos refieren como Satanás, en el desierto, tienta al mismo Cristo, pretendiendo aprovecharse de su naturaleza humana, cuando mezcla la flaqueza de un ayuno de cuarenta días con la soberbia, ofreciéndole todas las riquezas del mundo -“Todo esto te daré si me adoras de rodillas…”-.
Un buen cebo, un señuelo de orgullo para satisfacer la soberbia crónicamente herida del Gran Caído.
(Por cierto, una leyenda dice que la colina desde donde Satanás le mostró el mundo a Cristo para tentarlo con todas las riquezas materiales, era el Collcerola de Barcelona; por eso, de las palabras de la tentación en latín, “te daré” deriva el nombre de la montaña: “Tibi dabo”.)
Incluso en el momento de la Crucifixión, Cristo vio como se le ponía a prueba su condición de Hombre en la última tentación a la soberbia por Kistes, el mal ladrón, que como sabemos fue refutada por Dimas, el ladrón bueno.
Pero, ¿qué es el orgullo, además de un pecado?
ResponderExcluir¿Cómo funciona?
Maticemos que existe un “orgullo” legítimo y otro ilegítimo: el orgullo “legítimo” tiene que ver con la satisfacción que se siente por el acceso al éxito o a la felicidad adquiridos justa y merecidamente por uno mismo o por personas o entidades que vinculan personalmente al ”orgulloso”.
No es desafiante ni excluyente; por el contrario es integrador, festivo y en la medida en que se comparte, es enriquecedor.
Al orgullo ilegítimo lo llamamos soberbia y, técnicamente, es una tendencia o necesidad enfermiza a sentirse por encima de los demás.
Es un pecado; pero también es una enfermedad. La más grave del alma. La peor de la mente.
Obviamente, puede haber actos de soberbia aislados en la vida de un individuo; pero esta sería la excepción: desgraciadamente, en la mayoría de los casos, la soberbia no es un acto sino una actitud ante la vida, un elemento constitutivo de un carácter que muy a menudo deviene patológico en el plano personal, social y moral.
La soberbia acostumbra, en sus aspectos clínicos, a ser consecuencia de lo que Alfred Adler definió como complejo de inferioridad.
Es decir y para entendernos, que solo necesita sentirse por encima de los demás aquel que en su fuero interno se siente por debajo.
No necesariamente quien “está” por debajo, sino quien se “siente”.
Y este “sentirse” por debajo, lleva quasi indefectiblemente, como reacción perversa, a sentirse humillado.
Perversa, sí, porque es la identificación de facto con Lucifer.
Este orgullo ilegítimo, enfermizo o “soberbia”, por contraposición al que llamamos “orgullo legítimo”, es desafiante, excluyente, egoísta por esencia, ya que esta a la defensiva ante el mundo entero.
Dado que es consecuencia clínica de un complejo, o en tanto en cuanto podemos considerarlo un complejo en sí mismo, es imposible de satisfacer –todos los complejos lo son- y por tanto, siempre exige más.
Es muy significativo que, para los espíritus torturados por esta verdadera maldición, siempre se confunde la idea de “humildad” con la de “humillación”.
Y, además, en el peor sentido posible.
Por eso hay soberbias que necesitan ayuda de un confesor; y también hay soberbias que la necesitan de un psicólogo.
, está la idea de “dignidad”.
ResponderExcluirMás allá del sentido semántico que hace de “dignidad” sinónimo de ”honor”, “oficio de prestigio” o “cargo de alta posición”, la “dignidad” como pauta de actuación y de relación, es la sana aspiración a ser considerado como uno más; no “más” necesariamente, pero, en todo caso, tampoco menos.
Es la aspiración a la respetabilidad inherente a la condición humana y propia de todo hijo de Dios.
Es sintomático que para los orgullosos enfermizos –o soberbios-, siempre ansiosos (por su propia fragilidad de alma), de humillar al prójimo, la dignidad ajena es vivida como “soberbia”, mientras que la propia prepotencia, o sencillamente, su propia soberbia acomplejada, es sentida y morbosamente autojustificada como “justicia”.
Por este motivo podemos entender a los déspotas como verdaderos vampiros de la dignidad ajena, con la vana esperanza, como se dice, insatisfacible, de nutrir su propio orgullo enfermizo.
Sea como fuere, y como ya hemos dicho, la naturaleza humana “caída” y pendiente de reintegrarse con Dios, es débil ante la tentación, y donde más débil es, es precisamente en al ámbito del orgullo.
El “demonio” interior de cada uno de nosotros, el “daimon”, como lo entiende el Cristianismo desde la redacción de la Septuaginta, nos hace ser presa esencialmente fácil de la tentación; y nada tiene que tener de extraño: tal y como decimos en referencia a Lucifer, la tentación primigenia fue ésta de la soberbia; en referencia al Génesis fue la tentación protobíblica de Adán y Eva; y fue la tentación por excelencia: fue la que sufrió Cristo mismo, a manos de aquel Lucifer, soberbio-enfermo desde el origen de los tiempos.
La tentación de la soberbia va, pues, implícita, casi más que ninguna otra debilidad, en la naturaleza humana.
Si popularmente se dice que la pereza es la madre de todos los vicios, el orgullo, la soberbia, es la abuela.
Reflexionemos: si es evidente que el pecado nos distancia del Padre, lo que más nos distancia es el pecado primigenio, el megapecado original, que es el que tenemos que reconducir para reintegrarnos plenamente con El, mediante la práctica de la virtud antitética de la soberbia que es la humildad.
ResponderExcluirY es importante tener claro el matiz: la humildad es la vía que nos acerca al Padre. Y el Padre nos ama; y en tanto en cuanto el Padre nos ama, nos quiere dignos y no humillados, como todo Padre quiere a sus hijos.
Esta idea de la humildad nos toca muy de cerca en tanto masones cristianos:
No es gratuito recordar los votos de obediencia de muchas órdenes religiosas y caballerescas cristianas, que comportan tácitamente la humildad ante la jerarquía estructural de la orden en cuestión.
Como tampoco es gratuito recordar la posición que, en todo sistema docente, mantienen los discípulos respecto de los maestros: Mal iríamos si la maestría se cuestionase, se interrumpiese y no se respetase.
Especialmente mal iría el alumno, que poco y difícilmente aprendería nada.
Pero estas serían solo visiones formales: por encima de otra consideración, la humildad es una virtud per se, mucho más trascendente que una simple “reacción” al vicio del orgullo, o que una integración en una determinada estructura jerárquica.
Y es mucho más trascendente porque constituye la plasmación de la asunción de la realidad, del lugar que ocupamos en la Obra Creadora Divina.
Por eso tiene sentido asumir la jerarquía en la Orden, como reflejo simbólico de la humildad obvia ante Dios mismo.
Por eso, la humildad, en tanto en cuanto que por ella aceptamos la realidad de nuestra condición de hijos de Dios y hermanos en Cristo, es dignísimo sinónimo de sabiduría y de conocimiento
"A posição depressiva exige deixar morrer deuses e demônios e abandonar crenças infantis de que há um bem e um mal absolutos que podem ser perfeitamente localizados em estado purificado. Só há verdadeiro crescimento à medida que os ídolos declinam e desaparecem juntamente com a idéia de um pensamento mágico e imediatista. No lugar deste último será preciso desenvolver um verdadeiro trabalho de pensar, sentir e elaborar conflitos. E ainda criar uma grande capacidade de conviver com o estrangeiro, tolerar dor e frustração e aceitar a condição humana de desamparo, transitoriedade e finitude. Estas são tarefas para uma vida inteira, por isso, dizem, nunca terminamos de elaborar a posição depressiva. É o mergulho na direção da face escura do outro, desalojamento de certezas, lugar da dúvida." Elisa Maria de Ulhôa Cintra
ExcluirEntender que não somos deuses nem demônios.
Humanos...
Para adquirir este conhecimento (e consequentemente visualizar a realidade), temos que nos curvar perante a sombra e a luz e entender o que está por trás das máscaras (nossas escolhas).