domingo, 18 de dezembro de 2011

ESTRÉIA DA MARIA JOSÉ NO BLOG

Soneto do gato morto                 

Um gato vivo é qualquer coisa linda
"Um gato "Escher"... Imagem de Heidi Taillefer
Nada existe com mais serenidade
Mesmo parado ele caminha ainda
As selvas sinuosas da saudade

De ter  sido feroz. À sua vinda
Altas correntes de eletricidade
Rompem do ar as lâminas em cinza
Numa silenciosa tempestade.

Por isso ele está sempre a rir de cada
Um de nós, e a morrer perde o veludo
Fica torpe, ao avesso, opaco, torto

Acaba, é o antigato; porque nada
Nada parece mais com o fim de tudo
Que um gato morto.

Vinícius de Moraes

Por Maria José

6 comentários:

  1. chegando com estilo. beijos e parabéns!d.

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  2. Maria José, querida!! Parabéns!
    Como eu faço para entrar também? Vou contratar você como consultora. bjs.

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  3. Até me arrepiei...
    aiii que saudade do meu gato...
    Carla

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  4. "Um comboio carregado de cadáveres. Uma população inteira que perde a memória. Mulheres que se trancam por décadas numa casa escura. Homens que arrastam atrás de si um cortejo de borboletas amarelas.

    São esses alguns dos elementos que compõem o exuberante universo deste romance, no qual se narra a mítica história da cidade de Macondo e de seus inesquecíveis habitantes."

    Achei esse gato tudo a ver com "Cem anos de Solidao" do Garcia Marques.

    Podíamos ler como próximo para um ótimo debate...

    beijos

    Carlinha

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  5. adorei Mary! A foto mais ainda! Que linda a cena das borboletas!!! um arco-íris....
    beijos com saudades

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