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| As várias faces de um Homem |
A descrição inicial revela a hostilidade e ambiguidade da natureza.
Nota-se que por "trás do "curral" a terra é dura e áspera".
Por trás do homem existe o "bicho" com sua natureza selvagem.
"Dona Merceditas contemplou com os olhos assombrados", a ausência de clareiras dentro da selva.
A natureza "trai" por si.
Vem de dentro o perigo, "por baixo do capim seco que oculta tudo, o solo irregular, as cobras e os minúsculos pântanos."
"Um simulacro" - que finge, que remete ao contrário, que trai o que é aparente, pois corresponde ao seu avesso.
A mulher dorme em cima de sacos enquanto a cabra rumina e "bale para o ar morno da tarde".
As duas pressentem a chegada do "visitante".
Dois bichos que farejam o inimigo.
Um estranho que é identificado como "negro, sujo e Jamaicano - estrangeiro.
Com "voz melodiosa e sarcástica", a dança da humilhação e sadismo começa.
A mulher o conhece, não reluta em obedecê-lo e se sujeita.
Pergunta o porquê da presença.
O Jamaicano assim como a cabra, ficou ruminando a vingança.
A natureza trai por trás do mato e o traidor é traído.
Uma violência muda vivida e pactuada por todos.
O personagem mais meigo do conto é a cabra que lambe e acompanha seus donos.
No final, "no bosquezinho brota um rumor de galhos e folhas secas se quebrando."
Ele começa o conto falando do que está escondido por trás das folhas secas e termina nos marcando com a gargalhada histérica da vingança e a presença de sangue que se anuncia no meio do mato.
Nota-se que por "trás do "curral" a terra é dura e áspera".
Por trás do homem existe o "bicho" com sua natureza selvagem.
"Dona Merceditas contemplou com os olhos assombrados", a ausência de clareiras dentro da selva.
A natureza "trai" por si.
Vem de dentro o perigo, "por baixo do capim seco que oculta tudo, o solo irregular, as cobras e os minúsculos pântanos."
"Um simulacro" - que finge, que remete ao contrário, que trai o que é aparente, pois corresponde ao seu avesso.
A mulher dorme em cima de sacos enquanto a cabra rumina e "bale para o ar morno da tarde".
As duas pressentem a chegada do "visitante".
Dois bichos que farejam o inimigo.
Um estranho que é identificado como "negro, sujo e Jamaicano - estrangeiro.
Com "voz melodiosa e sarcástica", a dança da humilhação e sadismo começa.
A mulher o conhece, não reluta em obedecê-lo e se sujeita.
Pergunta o porquê da presença.
O Jamaicano assim como a cabra, ficou ruminando a vingança.
A natureza trai por trás do mato e o traidor é traído.
Uma violência muda vivida e pactuada por todos.
O personagem mais meigo do conto é a cabra que lambe e acompanha seus donos.
No final, "no bosquezinho brota um rumor de galhos e folhas secas se quebrando."
Ele começa o conto falando do que está escondido por trás das folhas secas e termina nos marcando com a gargalhada histérica da vingança e a presença de sangue que se anuncia no meio do mato.
Cláudia Belintani Abbud

Aliás, a Cabra também trai a sua dona.
ResponderExcluirPor devoção.
Bjs