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| O Amor que pressente... Maria José querida... |
A partida
Osman Lins
Por Maria José Palmada
(Conto da Poltrona do dia 27/06/12)
Hoje, revendo minhas atitudes quando vim embora, reconheço que mudei bastante. Verifico também que estava aflito e que havia um fundo de mágoa ou desespero em minha impaciência. Eu queria deixar minha casa, minha avó e seus cuidados. Estava farto de chegar a horas certas, de ouvir reclamações; de ser vigiado, contemplado, querido. Sim, também a afeição de minha avó incomodava-me. Era quase palpável, quase como um objeto, uma túnica, um paletó justo que eu não pudesse despir.
Ela vivia a comprar-me remédios, a censurar minha falta de modos, a olhar-me, a repetir conselhos que eu já sabia de cor. Era boa demais, intoleravelmente boa e amorosa e justa.
Na véspera da viagem, enquanto eu a ajudava a arrumar as coisas na maleta, pensava que no dia seguinte estaria livre e imaginava o amplo mundo no qual iria desafogar-me: passeios, domingos sem missa, trabalho em vez de livros, mulheres nas praias, caras novas. Como tudo era fascinante! Que viesse logo. Que as horas corressem e eu me encontrasse imediatamente na posse de todos esses bens que me aguardavam. Que as horas voassem, voassem!
Percebi que minha avó não me olhava. A princípio, achei inexplicável ela fizesse isso, pois costumava fitar-me, longamente, com uma ternura que incomodava. Tive raiva do que me parecia um capricho e, como represália, fui para a cama.
Deixei a luz acesa. Sentia não sei que prazer em contar as vigas do teto, em olhar para a lâmpada. Desejava que nenhuma dessas coisas me afetasse e irritava-me por começar a entender que não conseguiria afastar-me delas sem emoção.
Minha avó fechara a maleta e agora se movia, devagar, calada, fiel ao seu hábito de fazer arrumações tardias. A quietude da casa parecia triste e ficava mais nítida com os poucos ruídos aos quais me fixava: manso arrastar de chinelos, cuidadoso abrir e lento fechar de gavetas, o tique-taque do relógio, tilintar de talheres, de xícaras.
Por fim, ela veio ao meu quarto, curvou-se:
— Acordado?
Apanhou o lençol e ia cobrir-me (gostava disto, ainda hoje o faz quando a visito); mas pretextei calor, beijei sua mão enrugada e, antes que ela saísse, dei-lhe as costas.
Não consegui dormir. Continuava preso a outros rumores. E quando estes se esvaíam, indistintas imagens me acossavam. Edifícios imensos, opressivos, barulho de trens, luzes, tudo a afligir-me, persistente, desagradável — imagens de febre.
Sentei-me na cama, as têmporas batendo, o coração inchado, retendo uma alegria dolorosa, que mais parecia um anúncio de morte. As horas passavam, cantavam grilos, minha avó tossia e voltava-se no leito, as molas duras rangiam ao peso de seu corpo. A tosse passou, emudeceram as molas; ficaram só os grilos e os relógios. Deitei-me.
Passava de meia-noite quando a velha cama gemeu: minha avó levantava-se. Abriu de leve a porta de seu quarto, sempre de leve entrou no meu, veio chegando e ficou de pé junto a mim. Com que finalidade? — perguntava eu. Cobrir-me ainda? Repetir-me conselhos? Ouvi-a então soluçar e quase fui sacudido por um acesso de raiva. Ela estava olhando para mim e chorando como se eu fosse um cadáver — pensei. Mas eu não me parecia em nada com um morto, senão no estar deitado. Estava vivo, bem vivo, não ia morrer. Sentia-me a ponto de gritar. Que me deixasse em paz e fosse chorar longe, na sala, na cozinha, no quintal, mas longe de mim. Eu não estava morto.
Afinal, ela beijou-me a fronte e se afastou, abafando os soluços. Eu crispei as mãos nas grades de ferro da cama, sobre as quais apoiei a testa ardente. E adormeci.
Acordei pela madrugada. A princípio com tranqüilidade, e logo com obstinação, quis novamente dormir. Inútil, o sono esgotara-se. Com precaução, acendi um fósforo: passava das três. Restavam-me, portanto, menos de duas horas, pois o trem chegaria às cinco. Veio-me então o desejo de não passar nem uma hora mais naquela casa. Partir, sem dizer nada, deixar quanto antes minhas cadeias de disciplina e de amor.
Com receio de fazer barulho, dirigi-me à cozinha, lavei o rosto, os dentes, penteei-me e, voltando ao meu quarto, vesti-me. Calcei os sapatos, sentei-me um instante à beira da cama. Minha avó continuava dormindo. Deveria fugir ou falar com ela? Ora, algumas palavras... Que me custava acordá-la, dizer-lhe adeus?
Ela estava encolhida, pequenina, envolta numa coberta escura. Toquei-lhe no ombro, ela se moveu, descobriu-se. Quis levantar-se e eu procurei detê-la. Não era preciso, eu tomaria um café na estação. Esquecera de falar com um colega e, se fosse esperar, talvez não houvesse mais tempo. Ainda assim, levantou-se. Ralhava comigo por não tê-la despertado antes, acusava-se de ter dormido muito. Tentava sorrir.
Não sei por que motivo, retardei ainda a partida. Andei pela casa, cabisbaixo, à procura de objetos imaginários enquanto ela me seguia, abrigada em sua coberta. Eu sabia que desejava beijar-me, prender-se a mim, e à simples idéia desses gestos, estremeci. Como seria se, na hora do adeus, ela chorasse?
Enfim, beijei sua mão, bati-lhe de leve na cabeça. Creio mesmo que lhe surpreendi um gesto de aproximação, decerto na esperança de um abraço final. Esquivei-me, apanhei a maleta e, ao fazê-lo, lancei um rápido olhar para a mesa (cuidadosamente posta para dois, com a humilde louça dos grandes dias e a velha toalha branca, bordada, que só se usava em nossos aniversários.
(Conto da Poltrona do dia 27/06/12)
Hoje, revendo minhas atitudes quando vim embora, reconheço que mudei bastante. Verifico também que estava aflito e que havia um fundo de mágoa ou desespero em minha impaciência. Eu queria deixar minha casa, minha avó e seus cuidados. Estava farto de chegar a horas certas, de ouvir reclamações; de ser vigiado, contemplado, querido. Sim, também a afeição de minha avó incomodava-me. Era quase palpável, quase como um objeto, uma túnica, um paletó justo que eu não pudesse despir.
Ela vivia a comprar-me remédios, a censurar minha falta de modos, a olhar-me, a repetir conselhos que eu já sabia de cor. Era boa demais, intoleravelmente boa e amorosa e justa.
Na véspera da viagem, enquanto eu a ajudava a arrumar as coisas na maleta, pensava que no dia seguinte estaria livre e imaginava o amplo mundo no qual iria desafogar-me: passeios, domingos sem missa, trabalho em vez de livros, mulheres nas praias, caras novas. Como tudo era fascinante! Que viesse logo. Que as horas corressem e eu me encontrasse imediatamente na posse de todos esses bens que me aguardavam. Que as horas voassem, voassem!
Percebi que minha avó não me olhava. A princípio, achei inexplicável ela fizesse isso, pois costumava fitar-me, longamente, com uma ternura que incomodava. Tive raiva do que me parecia um capricho e, como represália, fui para a cama.
Deixei a luz acesa. Sentia não sei que prazer em contar as vigas do teto, em olhar para a lâmpada. Desejava que nenhuma dessas coisas me afetasse e irritava-me por começar a entender que não conseguiria afastar-me delas sem emoção.
Minha avó fechara a maleta e agora se movia, devagar, calada, fiel ao seu hábito de fazer arrumações tardias. A quietude da casa parecia triste e ficava mais nítida com os poucos ruídos aos quais me fixava: manso arrastar de chinelos, cuidadoso abrir e lento fechar de gavetas, o tique-taque do relógio, tilintar de talheres, de xícaras.
Por fim, ela veio ao meu quarto, curvou-se:
— Acordado?
Apanhou o lençol e ia cobrir-me (gostava disto, ainda hoje o faz quando a visito); mas pretextei calor, beijei sua mão enrugada e, antes que ela saísse, dei-lhe as costas.
Não consegui dormir. Continuava preso a outros rumores. E quando estes se esvaíam, indistintas imagens me acossavam. Edifícios imensos, opressivos, barulho de trens, luzes, tudo a afligir-me, persistente, desagradável — imagens de febre.
Sentei-me na cama, as têmporas batendo, o coração inchado, retendo uma alegria dolorosa, que mais parecia um anúncio de morte. As horas passavam, cantavam grilos, minha avó tossia e voltava-se no leito, as molas duras rangiam ao peso de seu corpo. A tosse passou, emudeceram as molas; ficaram só os grilos e os relógios. Deitei-me.
Passava de meia-noite quando a velha cama gemeu: minha avó levantava-se. Abriu de leve a porta de seu quarto, sempre de leve entrou no meu, veio chegando e ficou de pé junto a mim. Com que finalidade? — perguntava eu. Cobrir-me ainda? Repetir-me conselhos? Ouvi-a então soluçar e quase fui sacudido por um acesso de raiva. Ela estava olhando para mim e chorando como se eu fosse um cadáver — pensei. Mas eu não me parecia em nada com um morto, senão no estar deitado. Estava vivo, bem vivo, não ia morrer. Sentia-me a ponto de gritar. Que me deixasse em paz e fosse chorar longe, na sala, na cozinha, no quintal, mas longe de mim. Eu não estava morto.
Afinal, ela beijou-me a fronte e se afastou, abafando os soluços. Eu crispei as mãos nas grades de ferro da cama, sobre as quais apoiei a testa ardente. E adormeci.
Acordei pela madrugada. A princípio com tranqüilidade, e logo com obstinação, quis novamente dormir. Inútil, o sono esgotara-se. Com precaução, acendi um fósforo: passava das três. Restavam-me, portanto, menos de duas horas, pois o trem chegaria às cinco. Veio-me então o desejo de não passar nem uma hora mais naquela casa. Partir, sem dizer nada, deixar quanto antes minhas cadeias de disciplina e de amor.
Com receio de fazer barulho, dirigi-me à cozinha, lavei o rosto, os dentes, penteei-me e, voltando ao meu quarto, vesti-me. Calcei os sapatos, sentei-me um instante à beira da cama. Minha avó continuava dormindo. Deveria fugir ou falar com ela? Ora, algumas palavras... Que me custava acordá-la, dizer-lhe adeus?
Ela estava encolhida, pequenina, envolta numa coberta escura. Toquei-lhe no ombro, ela se moveu, descobriu-se. Quis levantar-se e eu procurei detê-la. Não era preciso, eu tomaria um café na estação. Esquecera de falar com um colega e, se fosse esperar, talvez não houvesse mais tempo. Ainda assim, levantou-se. Ralhava comigo por não tê-la despertado antes, acusava-se de ter dormido muito. Tentava sorrir.
Não sei por que motivo, retardei ainda a partida. Andei pela casa, cabisbaixo, à procura de objetos imaginários enquanto ela me seguia, abrigada em sua coberta. Eu sabia que desejava beijar-me, prender-se a mim, e à simples idéia desses gestos, estremeci. Como seria se, na hora do adeus, ela chorasse?
Enfim, beijei sua mão, bati-lhe de leve na cabeça. Creio mesmo que lhe surpreendi um gesto de aproximação, decerto na esperança de um abraço final. Esquivei-me, apanhei a maleta e, ao fazê-lo, lancei um rápido olhar para a mesa (cuidadosamente posta para dois, com a humilde louça dos grandes dias e a velha toalha branca, bordada, que só se usava em nossos aniversários.
Osman Lins nasceu a 5 de julho de 1924, em Vitória de Santo Antão (PE). Publicou seu primeiro romance, O visitante, em 1955 e, em 1957, Os gestos. Em 1960, concluiu o curso de dramaturgia na Escola de Belas Artes, da Universidade do Recife. Estreou peça de sua autoria, Lisbela e o prisioneiro, no Rio de Janeiro, em 1961. No mesmo ano, editou o romance O Fiel e a Pedra. Em seguida viajou para a Europa como bolsista da Alliance Française. Em 1962, transferiu-se para São Paulo. Publicou, em 1966, Nove, novena, narrativas e Um mundo estagnado, ensaios sobre livros didáticos de português e a peça Guerra do "Cansa-Cavalo" . Em 1970, ingressou no ensino superior como professor de Literatura Brasileira. Em 1973, publica Avalovara, romance, traduzido posteriormente para o espanhol, francês e alemão. Obtém o grau de Doutor em Letras pela Faculdade de Filosofia e Letras de Marília (1973), com a tese "Lima Barreto e o espaço romanesco", publicada em 1975. Foi professor titular de Literatura Brasileira na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Marília (SP) até 1976, quando deixa o ensino universitário dedicando-se exclusivamente à atividade de escritor. Obras do autor: O visitante (1955) romance, Os gestos (1957) contos, O fiel e a pedra (1961) romance, Marinheiro de primeira viagem (1963) notas de viagem, Lisbela e o prisioneiro (1964) teatro, Nove, Novena (1966) narrativas, Um mundo estagnado (1966) ensaio, "Capa Verde" e o Natal (1967) teatro infantil, Guerra do "Cansa Cavalo" (1967) teatro, Guerra sem testemunhas: o escritor, sua condição e a realidade social (1969) ensaio, Avalovara (1973) romance, Santa, automóvel e soldado (1975) teatro, Lima Barreto e o espaço romanesco (1976) ensaio e A Rainha dos Cárceres da Grécia (1976), romance.
Seu conto "A ilha no espaço" foi adaptado e apresentada no programa Caso Especial da TV Globo.
A partir de 1976, começa a colaborar ativamente na imprensa e a escrever para televisão, além de redigir ensaios em colaboração com Julieta de Godoy Ladeira: Do Ideal e da Glória e Problemas Inculturais Brasileiros. Recebeu os prêmios literários: "Fábio Prado" (SP),1955, "Monteiro Lobato" (SP), "Coelho Neto", da Academia Brasileira de Letras (1955), "Vânia Souto Carvalho" (Recife), 1957, "Nacional de Comédia", "Mário Sette" (Recife), 1962 e "José de Anchieta" (SP), 1965. Faleceu em São Paulo a 8 de julho de 1978.

Um momento de carinho, com lembranças, recordações de amor de algum lugar que nos aquece.
ResponderExcluirPara as lagartixas ausentes e presentes, um pedacinho da noite que nos deu de presente um amor que liberta...
Com carinho,
da casinha da Lapônia,
dentro da noite de quarta,
pela voz da Maga Maria José,
"A Partida"
Um presente de amor e de sombras,
Na semi final da Libertadores...
Gente, o Corinthians empatou com o Boca e a energia é linda...
ResponderExcluirEstou ouvindo um clamor de vitória, de bandeira, de alegria, de grito preso na garganta que emociona.
Não sou nada, sou PauloAbbudinense, fico feliz de ver meu homem feliz com sua bandeira branca estampada na alma, mas hoje, se o time do meu campeão não venceu, me perdoem os tricolores, os palmeirenses e outros, que vença o Corinthians!!!!
Bjs,
Cláudia
ATENÇÃO!!!
ResponderExcluirFicou estabelecido esta noite,por unanimidade, que "TODAS" as lagartixas vão ler o conto "A Partida" e postar um comentário sobre uma história de amor que liberta.
Não vale falar que não deu tempo, que não quer se expor, que leu mas não comentou pq o tempo não deu, que não recebeu o e-mail, que sei lá o que para não ter o "prazer" de ler e trocar energia...
Este é nosso propósito, trocar vida, histórias, sentimentos sobre os tesouros que garimpamos. Cada uma de nós com nossa bandeira. Vamos formar um time que caminha para o mesmo Sul, com o prazer da troca que é o que move nossa História.
Bj de Lagartixa que entende que a vida é um vai e vem de coisas boas.
Com respeito pela Confraria,
Cláudia Belintani
Minha querida Maria José:
ResponderExcluirSeu conto foi meu presente.
Presente que acabei de viver e sentir com tanta clareza, que me assustei.
Vi meu menino caminhar meio manco, trêmulo, sem olhar para trás, com uma vontade de abraçar e ser abraçado, a mãe (eu) do outro lado do país, sentindo exatamente o mesmo que o filho, dividida pela linha da saída da Polícia Federal, onde se apresenta um passaporte e se está fora do ninho, do País de nascimento e berço, sem ninguém ao lado, depois de uma mesa posta para o café da manhã, do bolo quente de laranja feito para aquecer a alma, do gesto pensado e calado do abraço do menino que num segundo se distrai e de repente vira outro, faz escolhas, se liberta porque foi libertado...
Minha amiga, obrigada pelo silêncio do amor que não fala, só sente.
Amor de Mãe que se cala e Liberta.
Bj,
Cláudia Belintani
Primeiro depoimento de 14.
1/14
lindo o conto, maria josé. é engraçado, a gente sempre quer estar indo e voltando. a mesa posta com louças e toalha de festa, sinceramente deixaram meus olhos marejados... lembranças e saudades de momentos acolhedores, da infância, das avós, dos avôs que não conheci...
ResponderExcluirnossa, essas palavras me pegaram ...
beijos no coração, D.
Lindo seu conto Mary, me levou ao passado onde tive este privelégio de morar com dois avós! O avó era pai da minha mãe e minha avó era mãe do meu pai, era muito engraçado!Tenhos história hilárias ficaria a descorrer sem cansar. Morar com avós como os meus foi uma benção!!!
ResponderExcluirVou contar duas situações:
1) Minha avó chamava-se Lourdes, uma mulher forte, de coragem e muito a frente do seu tempo, ela era libriana! rs
Quando eu nasci, ela chorou, chorou muito, porque nasci mulher!!!
Ela falava chorando: - Coitado do meu filho mais uma mulher para ele sustentar!!!! Ah, eu já era nariguda, ela chorava mais!!!
Aí nasceu minha irmã, a Ligia, nossa ela chorou mais: - Mais uma, meu Deus meu filho vai trabalhar mais ainda!!!!
De repente veio o Marcelo, o varão, pensamos que estaria tudo bem. Que nada ela se esgoelou: - Que sina, mais um homem a trabalhar!!!
Depois disso ela pediu a minha mãe para não ter mais filhos!!!!Pode?
Já meu avó, aquariano, reservadissimo, falava o necessário.
Um dia meu pai mes pos te castigo, eu devia ter uns 3 a 4 anos. Ele Mandou eu sentar de frente para a parede. Meu avó muito contrariado com meu pai achando aquilo um absurdo, sentou-se comigo no chão também virado para a parede e disse: - Vou ficar aqui com a menina. Meu pai: - Então o senhor também esta de castigo e só vai sair daí quando eu mandar!!!
Riquezas de uma vida!
Esse lance da mesa bem posta, toalhas e porcelanas eram para os dias especias, os dias de visitas!Que eram muitos, pois todos vinham visitar os avós que eram de lados opostos...minha mãe ficava louquinha...
Adorei!!!
Mandou bem minha doce Mary!
Então este é o relato 03/14.
beijos carinhosos
Sil Azul
Sil, que lindo seu relato.
ResponderExcluirEu tive, como todo mundo, duas avós, e uma dela guardadava o ' Lobo Mau' dentro do baú, daqueles antigos, de viagem, que ela trouxe da Espanha. era uma estola de raposa preta com rabo, patinhas, cabeça e tudo.Eu adorava aquele Lobo Mau.Qdo eu era boazinha, ela me mostrava.
Minha outra avó, era danada, ironica, desconfiada e nao gostava de ningúem.Pra elas, todas as pessoas eram hipócritas e mentirosas.Sabia de cor os nomes de toda a nobreza espanhola.Adorava ler sobre duques, p´rincipes etc. Sabia boas histórias de fantasmas.
As duas eram completamente diferentes, e eu acho que minha avó do lobo mau , foi a que realmente me amou.
Ás vezes as avós naõ são tão doces....
MJ