terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

“primeiro vagalume - assim começa o fim do ano” Alice Ruiz


Para as Mulheres da minha Vida,
Feliz Ano Novo.
Amor,


"Há sonhos que devem permanecer nas gavetas, nos cofres, trancados até o nosso fim. E por isso passíveis de serem sonhados a vida inteira.”
Hilda Hilst
Para Adri Felden


"Gosto da noite imensa, triste, preta. Como essa estranha borboleta que sinto sempre a voltejar em mim.”
Florbela Espanca
Para Maria José Palmada


“Aprendi com a Primavera a deixar-me cortar e voltar sempre inteira”
Cecília Meireles
Para Nequinha


"Não quero faca, nem queijo. Quero a fome.”
Adelia Prado
Para Maria José Rocco


“Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.”
Cora Coralina
Para Sílvia


“Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante.”
Clarice Lispector
Para Angela


“Hoje estou doente de tanta estupidez porque espero que alguma coisa… divina aconteça. F for fake”.
Ana Cristina Cesar
Para Joana


“A beleza não está nem na luz da manhã nem na sombra da noite, está no crepúsculo, nesse meio tom, nessa incerteza.”
Lygia Fagundes Telles
Para Patricia


“É muito mais difícil matar um fantasma do que matar uma realidade.”
Virginia Woolf
Para Thais


“Não se nasce mulher: torna-se.”
Simone de Beauvoir
Para Vera


“O nosso verdadeiro lugar de nascimento é aquele em que lançamos pela primeira vez um olhar de inteligência sobre nós próprios.”
Marguerite Yourcenar
Para Denise


"A gente nasce e morre só. E talvez por isso mesmo é que se precisa tanto de viver acompanhado.”
Rachel de Queiroz
Para Tania


“Esses instantes em que se revela a trama da nossa existência,
pela força de um ritual que reconduziremos com mais prazer ainda por tê-lo infringido,
são parênteses mágicos que deixam o coração à beira da alma,
porque, fugaz mas intensamente,
um pouco de eternidade veio de repente fecundar o tempo.
Lá fora o mundo ruge ou dorme, as guerras se inflamam,
os homens vivem e morrem,
as nações perecem, outras surgem e breve serão tragadas,
e em todo esse barulho e todo esse furor, nessas erupções e nessas ressacas
- enquanto o mundo vai, se inflama, se dilacera e renasce -,
agita-se a vida humana.”
Muriel Barbery
Para Margaret


“E chegou o dia, em que permanecer encerrada no casulo, era mais doloroso que o risco de se libertar.”
Anais Nin
Para Júlia


“Há sempre algo de ausente que me atormenta.”
Camile Claudel
Para Ilana


“Amuralhar o próprio sofrimento é arriscar que ele te devore desde o interior."
Frida Kahlo
Para Carlinha


Que o ano de 2014 seja cheio de encontros de Lagartixas.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Redescobrir


"Como se fora brincadeira de roda...
Memória!
(...)
Como um animal que sabe da floresta...
Redescobrir o sal que está na própria pele...
Redescobrir o gosto e o sabor da festa
Magia!

(...)
Vai o bicho homem fruto da semente
Memória!
Renascer da própria força, própria luz e fé
Entender que tudo é nosso, sempre esteve em nós
História!
Somos a semente, ato, mente e voz
Magia!
Não tenha medo meu menino povo
Tudo principia na própria pessoa
Beleza!
Vai como a criança que não teme o tempo
Mistério!
Amor se fazer é tão prazer que é como fosse dor
Magia!"

(Gonzaguinha)


Todas as quartas nos reunimos e rodeamos algo, um balcão uma mesa ou simplesmente um pedaço de chão. Como um ritual, nos colocamos no espaço da vez em círculo, para olharmo-nos todas.

Mais um texto se inicia e a brincadeira começa, brincadeira de roda Vera, como imaginado por você... Roda dessas crianças de outrora, Margaret, hoje crescidas, brincando fora do tempo...

Noite feliz, como manda o figurino, felicidade genuina e gratuita, pelo simples estar junto, se des-cobrindo e re-descobrindo...

Essa música que trago poderia ter sido criada nessa noite, pois retrata tão bem nossa ciranda do natal...

"Entender que tudo é nosso e sempre esteve em nós"! resumiria bem o debate iniciado pelas Marias Josés borgianas, que teria se desenvolvido de maneira fascinante não fosse o relógio apitando, lembrando que nossa carruagem não poderia passar da meia noite, tinhamos ali que iniciar a brincadeira de roda.

O fechamento com a trilha sonora by cirandeira oficial foi inacreditável, só um cd assim para nos lembrar e provar que  noites como essas acontecem... Centelha divina!

Lindo fim de ano a todas! Até 2014!

"Se muito vale o já feito, mais vale o que será"!

Abraço apertado!

Jú.







quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Louis Wain






Louis Wain (15 de agosto de 1860 em Londres - 4 de Julho de 1939 em Londres) foi um artista britânico conhecido por seus desenhos, que caracterizavam antropomorfismo de gatos e gatinhos com grandes olhos. Louis sofria de esquizofrenia.
Desenho de gatos.

Sua vida e seu trabalho

A progressiva fuga da realidade para a fantasia está expressa nas suas pinturas. São de Louis Wain, artista plástico europeu do início do século passado. Wain, desde jovem, costumava pintar retratos de gatos para calendários, álbuns, cartões-postais, etc. Aos 57 anos, sua vida e sua arte apresentavam sintomas de psicose. Passou os últimos 15 anos da vida em instituições psiquiátricas. Os retratos dos gatos que pintava, tomaram uma forma ameaçadora. Reveladores de seu estado psicótico são os olhos dos gatos, que miram fixamente com hostilidade, mesmo num de seus primeiros desenhos desta fase (primeira imagem). O psicótico geralmente acha que o mundo crava nele olhares hostis. Outro sinal é a fragmentação do corpo. As imagens do corpo sofrem uma estranha transformação na psicose e quase sempre são representadas com distorção, aproximando-se da forma de um fractal.