Tudo isto se passa em uma sala escura de uma delegacia.
A fabulosa Miou Miou transcende o humano com a sofrida e querida tenente de plantão.
O diretor filma em primeira pessoa, ou seja - a câmera se coloca no lugar da protagonista. A atriz (Sophie Marceau), sustentou o aparelho acoplado em sua cabeça. A sensação que se tem é de estar vivendo os fatos juntos com ela. Colocar-se no lugar do outro e sentir simultaneamente.
Tem horas em que vc quer sair da sala e ir embora, tamanho o claustro da dor.
Mas...
Tem a cumplicidade feminina, apesar das vivências difusas que se encaixam no final.
Tem neuroses intransponíveis, mas uma vontade infinita de acreditar e deixar semeado no caminho algo parecido com flores.
Que semente? que trilha? o que afinal plantamos na vida?
Agradeço a todas pela lembrança, pelas palavras dadas a minha
pessoa; simplesmente amei! Você foram unanimes!
Tive um dia ótimo, super cheio de atividades, muitas ligações,
torpedos e agora chego em casa abro minha caixa de emails e leio todas vocês,
que tesão!
Jornalista especializada em comportamento e biografias, viaja pelo país
todo ouvindo histórias de pessoas das mais diferentes áreas. É
coordenadora de conteúdo do Prêmio CLAUDIA desde 2000 e, anualmente,
pesquisa, seleciona e entrevista candidatas em todos os Estados. Foi
coordenadora e é co-autora do livro Brasileiras Guerreiras da Paz
(editora Contexto, 2006), que retrata a história de 52 brasileiras
indicadas para concorrer ao Nobel da Paz 2005.
A trajetória de 52 mulheres em defesa da paz é o tema de Brasileiras guerreiras da paz, organizado pela ativista Clara Charf, com textos das jornalistas Carla Rodrigues, Fernanda Pompeu e Patrícia Negrão. São perfis e fotos de mulheres de todo o Brasil, atuantes no campo, na academia, nas aldeias indígenas, nos quilombos, nas grandes cidades, nas periferias, no Planalto Central. São mulheres de 30 a 90 anos de idade: ativistas, anti-racistas, políticas, ambientalistas, escritoras, artistas, feministas, sociólogas, cientistas, advogadas, médicas, ialorixás, lideranças indígenas.
O livro teve origem no Projeto Mil Mulheres, iniciativa de ativistas suíças que propuseram o nome de 1.000 mulheres de 154 países para concorrer coletivamente ao Nobel da Paz de 2005. Ao Brasil, coube indicar 52 mulheres, proporcional à sua população. Clara Charf coordenou a seleção. O Nobel da Paz não foi dado às 1.000 mulheres. No entanto, as vidas dessas guerreiras merecem luz e destaque na história. Surgiu, assim, o livro Brasileiras guerreiras da paz. As jornalistas Carla Rodrigues, Fernanda Pompeu e Patrícia Negrão entrevistaram e biografaram cada uma delas.
Lagartixas:
É estranho como os caminhos dos labirintos se encontram e nos fazem voltar no tempo. Um armário que se abre e um casaco me abraça, alguém querido e atento que partilhou uma cozinha especial há tempos idos, um sorriso no olhar e uma história de luta e superação.
Seja bem vinda Patrícia.
Abaixo, algo seu.
Você partilhando e ouvindo a vida.
Milagrimas
Ná Ozetti e Itamar Assumpção
Em caso de dor, ponha gelo Mude o corte do cabelo Mude como modelo Vá ao cinema, dê um sorriso Ainda que amarelo Esqueça seu cotovelo Se amargo for já ter sido Troque já este vestido Troque o padrão do tecido Saia do sério, deixe os critérios Siga todos os sentidos Faça fazer sentido A cada milágrimas sai um milagre Em caso de tristeza vire a mesa Coma só a sobremesa Coma somente a cereja Jogue para cima, faça cena Cante as rimas de um poema Sofra apenas, viva apenas Sendo só fissura, ou loucura Quem sabe casando cura Ninguém sabe o que procura Faça uma novena, reze um terço Caia fora do contexto, invente seu endereço A cada milágrimas sai um milagre Mas se apesar de banal Chorar for inevitável Sinta o gosto do sal Sinta o gosto do sal Gota a gota, uma a uma Duas, três, dez, cem mil lágrimas, sinta o milagre A cada milágrimas sai um milagre