quarta-feira, 8 de maio de 2013

PRENDA-ME...


Um olhar em carne viva...

O que vi?
O que senti?
O que apreendi?

Violência,
Frio,
Medo,
Tormenta, 
Manipulação,
Poder,
Prisão,
Barbárie,
Abandono,
Drogas,
Morte...

Também
 doçura,
Amor,
Cuplicidade,
Desapego,
Meiguice,
Olhares,
Mulheres,
Pais e Filhos,
Companheiros,
Amantes,
Sorrisos,
Liberdade,
Vida...

Tudo isto se passa em uma sala escura de uma delegacia.
 A fabulosa Miou Miou transcende o humano com a sofrida e querida tenente de plantão.
O diretor filma em primeira pessoa, ou seja - a câmera se coloca no lugar da protagonista. A atriz (Sophie Marceau), sustentou o aparelho acoplado em sua cabeça. A sensação que se tem é de estar vivendo os fatos juntos com ela. Colocar-se no lugar do outro e sentir simultaneamente. 
Tem horas em que vc quer sair da sala e ir embora, tamanho o claustro da dor.

Mas...
Tem a cumplicidade feminina, apesar das vivências difusas que se encaixam no final. 
Tem neuroses intransponíveis, mas uma vontade infinita de acreditar e deixar semeado no caminho algo parecido com flores. 
Que semente? que trilha? o que afinal plantamos na vida?
Filme duro.
Mas imperdível.

Não poderia deixar de registrar algo tão humano.

Bj,
Cláudia Belintani Abbud


terça-feira, 9 de abril de 2013

Nove de Abril


Amigas Tixas!!!
Agradeço a todas pela lembrança, pelas palavras dadas a minha pessoa; simplesmente amei! Você foram unanimes!
Tive um dia ótimo, super cheio de atividades, muitas ligações, torpedos e agora chego em casa abro minha caixa de emails e leio todas vocês, que tesão!
Os 48 me caíram muito bem, gostei.
Obrigada e beijocas com gosto de amanhã
Sil Azul

segunda-feira, 11 de março de 2013

PATRÍCIA NEGRÃO



Patrícia Negrão Lagartixa

Jornalista especializada em comportamento e biografias, viaja pelo país todo ouvindo histórias de pessoas das mais diferentes áreas. É coordenadora de conteúdo do Prêmio CLAUDIA desde 2000 e, anualmente, pesquisa, seleciona e entrevista candidatas em todos os Estados. Foi coordenadora e é co-autora do livro Brasileiras Guerreiras da Paz (editora Contexto, 2006), que retrata a história de 52 brasileiras indicadas para concorrer ao Nobel da Paz 2005. 

A trajetória de 52 mulheres em defesa da paz é o tema de Brasileiras guerreiras da paz, organizado pela ativista Clara Charf, com textos das jornalistas Carla Rodrigues, Fernanda Pompeu e Patrícia Negrão. São perfis e fotos de mulheres de todo o Brasil, atuantes no campo, na academia, nas aldeias indígenas, nos quilombos, nas grandes cidades, nas periferias, no Planalto Central. São mulheres de 30 a 90 anos de idade: ativistas, anti-racistas, políticas, ambientalistas, escritoras, artistas, feministas, sociólogas, cientistas, advogadas, médicas, ialorixás, lideranças indígenas.

O livro teve origem no Projeto Mil Mulheres, iniciativa de ativistas suíças que propuseram o nome de 1.000 mulheres de 154 países para concorrer coletivamente ao Nobel da Paz de 2005. Ao Brasil, coube indicar 52 mulheres, proporcional à sua população. Clara Charf coordenou a seleção. O Nobel da Paz não foi dado às 1.000 mulheres. No entanto, as vidas dessas guerreiras merecem luz e destaque na história. Surgiu, assim, o livro Brasileiras guerreiras da paz. As jornalistas Carla Rodrigues, Fernanda Pompeu e Patrícia Negrão entrevistaram e biografaram cada uma delas.

Lagartixas:
É estranho como os caminhos dos labirintos se encontram e nos fazem voltar no tempo. Um armário que se abre e um casaco me abraça, alguém querido e atento que partilhou uma cozinha especial há tempos idos, um sorriso no olhar e uma história de luta e superação.
Seja bem vinda Patrícia.

Abaixo, algo seu.
Você partilhando e ouvindo a vida.

Milagrimas  
Ná Ozetti e Itamar Assumpção

Em caso de dor, ponha gelo
Mude o corte do cabelo
Mude como modelo
Vá ao cinema, dê um sorriso
Ainda que amarelo
Esqueça seu cotovelo
Se amargo for já ter sido
Troque já este vestido
Troque o padrão do tecido
Saia do sério, deixe os critérios
Siga todos os sentidos
Faça fazer sentido
A cada milágrimas sai um milagre
Em caso de tristeza vire a mesa
Coma só a sobremesa
Coma somente a cereja
Jogue para cima, faça cena
Cante as rimas de um poema
Sofra apenas, viva apenas
Sendo só fissura, ou loucura
Quem sabe casando cura
Ninguém sabe o que procura
Faça uma novena, reze um terço
Caia fora do contexto, invente seu endereço
A cada milágrimas sai um milagre
Mas se apesar de banal
Chorar for inevitável
Sinta o gosto do sal
Sinta o gosto do sal
Gota a gota, uma a uma
Duas, três, dez, cem mil lágrimas, sinta o milagre
A cada milágrimas sai um milagre


Com carinho,
Lagartixas