quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

QUE VENHA 2013...



Com o Olhar e o Sorriso de quem entende e acredita... (Foto: Fernanda Peterlinkar)
Meninas queridas,

Queria lhes desejar e a suas famílias um Natal lindo, cheio de paz e presentes!!

Adri, peça rara. Se não existisse teria que ser inventada..., pimenta do Sul, pura expressão do desassossego, da busca. Alemãzinha arretada, tem na exatidão da tua língua o ideal de mundo, a coerência, a forma clara e precisa. No olhar, a foto. Na escrita, o texto sensível. Na estrada companheira persistente....

Aline, eu disse já que vc foi um presente que a vida através da D nos trouxe. Seus olhos cantam buscando o ritmo do outro. E encontra, e encanta...

Ângela, é muito bom ter te encontrado, sua doçura enche a vida de graça. Paixão, vc é o exemplo de que a paixão move, extasia, enlouquece. Mas, advogada sabe que razão é preciso. Luta consigo por este equilíbrio, e consegue. Cuida, ama, constrói. Esteja mais conosco!!!

Carla, menina faceira. Corre, gira, voa no vento, carrega em si a chama da vida urgente. Vi uma foto sua ontem onde abraçava sua mãe. A pega é leve...., o toque é delicado, borboleta colorida, segue...

Claudia, amiga, presença, força, verdade. Sempre muito bom te ter ao lado. A tua companhia encoraja a seguir, segurar a onda, acreditar que a dor passa e a relação fica, não sem que cuidemos muito dela. Planta precisa de luz e água, gente precisa de gente. Obrigada

D, sempre achei o D muito pouco pra te traduzir. Vc não é curta, não é óbvia, não é simples. Vc é um turbilhão de emoção, uma experiência. Somos meninas de Libra vamos de forma constante buscando algum equilíbrio. O segredo é perceber que ele é momentâneo, e viver a harmonia daquele singular instante, alimentar-se de sua beleza e aprender com a experiência. Levar conosco a magia das conquistas e prosseguir, olhando pra dentro e construindo no entorno. Gosto muito de vc!!

Ilana, que coisa louca é esta que está acontecendo? Vejo na minha frente uma mulher guerreira, corajosa, segura, destemida até. Critica com propriedade, atenta, sagaz. Filha querida, percebo claramente uma mulher bem diferente de mim, com contorno e voz!! Linda sua voz, forte sua presença, segure-se quem puder! Com o maior respeito, amor da Mamy

Joana, é uma delicia voar com vc. Vôo seguro, alto que chega perto do céu e desce num rasante chispando o solo..., Amiga das letras, da palavra, da rima da vida. Quanta coisa boa me trouxe. Percebi através de vc que voar sem pousar me exaure, me tira o melhor do que posso tirar da experiência. Sonhar sim, mesmo de olhos abertos, mas aterrizar e perceber que a concretude faz avançar... Obrigada

Julia, sensível e atenta. Transforma observação em reflexão, se aprofunda, busca inquieta a verdade. Minha menina, a verdade é mutante, a riqueza está em construí-la e destruí-la e refazer sempre, fazendo cada vez. Conte sempre com quem te olha e as vezes te vê!!

Maria Ines, sem palavras. Sua doçura é sublime capaz de confortar qq um que te toca. É muito bom te ter conosco, traz os doces nas mãos, o carinho na atitude e a devoção no coração. Pra mim, um exemplo de perseverança.

Maria José, gosto demais da possibilidade que vc sempre traz. Existe sim a sombra, mas só existe a sombra porque o sol incidiu e forjou no encontro com o outro a sombra sem a qual os dois seriam nada. Sem oba, oba, a vida não é oba oba nenhum. Da pra viver com profundidade sem ser nas profundezas. Adoro vc e tua contribuição é realmente ímpar pra mim. Não se ausente por períodos longos.... Precisamos tb do seu olhar.

Margaret, forma, estrutura, paisagem, onde nos encontramos?- nos corredores da escola, no jardim da pre- escola, no intervalo do Shofar. Na admiração, na diferença?? Aonde nos encontramos??? Tuas observações me serenam, teus apontamentos me despertam!

Silvia, minha menina engraçada! Doadora, inteligente, ultra caprichosa e pra mim, secretária sem igual. Vc sabe a importância disso pra mim, alguém que caminha através, driblando os cintos, as amarras, a ordem perfeita. Mas entendo, e vc me mostrou como a ordem é essencial, como ela organiza o pensamento e como isso é importante pra viver melhor. Amiga, quero vc comigo...

Tânia, prima querida. São muitas semelhanças, forma de ver o mundo, uma coisa louca que eu gosto de sentir. Tua emoção é tão essencial, vibra em mim.

Boas Festas e um ano novo cheio de encontros e boas notícias,

Beijo grande,
Thais Roitman

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O PERU DE NATAL



Cozinha Literária Libertária Afetiva




O Peru de Natal
Mário de Andrade


O nosso primeiro Natal de família, depois da morte de meu pai acontecida cinco meses antes, foi de conseqüências decisivas para a felicidade familiar. Nós sempre fôramos familiarmente felizes, nesse sentido muito abstrato da felicidade: gente honesta, sem crimes, lar sem brigas internas nem graves dificuldades econômicas. Mas, devido principalmente à natureza cinzenta de meu pai, ser desprovido de qualquer lirismo, de uma exemplaridade incapaz, acolchoado no medíocre, sempre nos faltara aquele aproveitamento da vida, aquele gosto pelas felicidades materiais, um vinho bom, uma estação de águas, aquisição de geladeira, coisas assim. Meu pai fora de um bom errado, quase dramático, o puro-sangue dos desmancha-prazeres.

Morreu meu pai, sentimos muito, etc. Quando chegamos nas proximidades do Natal, eu já estava que não podia mais pra afastar aquela memória obstruente do morto, que parecia ter sistematizado pra sempre a obrigação de uma lembrança dolorosa em cada almoço, em cada gesto mínimo da família. Uma vez que eu sugerira à mamãe a idéia dela ir ver uma fita no cinema, o que resultou foram lágrimas. Onde se viu ir ao cinema, de luto pesado! A dor já estava sendo cultivada pelas aparências, e eu, que sempre gostara apenas regularmente de meu pai, mais por instinto de filho que por espontaneidade de amor, me via a ponto de aborrecer o bom do morto.

Foi decerto por isto que me nasceu, esta sim, espontaneamente, a idéia de fazer uma das minhas chamadas "loucuras". Essa fora aliás, e desde muito cedo, a minha esplêndida conquista contra o ambiente familiar. Desde cedinho, desde os tempos de ginásio, em que arranjava regularmente uma reprovação todos os anos; desde o beijo às escondidas, numa prima, aos dez anos, descoberto por Tia Velha, uma detestável de tia; e principalmente desde as lições que dei ou recebi, não sei, de uma criada de parentes: eu consegui no reformatório do lar e na vasta parentagem, a fama conciliatória de "louco". "É doido, coitado!" falavam. Meus pais falavam com certa tristeza condescendente, o resto da parentagem buscando exemplo para os filhos e provavelmente com aquele prazer dos que se convencem de alguma superioridade. Não tinham doidos entre os filhos. Pois foi o que me salvou, essa fama. Fiz tudo o que a vida me apresentou e o meu ser exigia para se realizar com integridade. E me deixaram fazer tudo, porque eu era doido, coitado. Resultou disso uma existência sem complexos, de que não posso me queixar um nada.

Era costume sempre, na família, a ceia de Natal. Ceia reles, já se imagina: ceia tipo meu pai, castanhas, figos, passas, depois da Missa do Galo. Empanturrados de amêndoas e nozes (quanto discutimos os três manos por causa dos quebra-nozes...), empanturrados de castanhas e monotonias, a gente se abraçava e ia pra cama. Foi lembrando isso que arrebentei com uma das minhas "loucuras":

— Bom, no Natal, quero comer peru.

Houve um desses espantos que ninguém não imagina. Logo minha tia solteirona e santa, que morava conosco, advertiu que não podíamos convidar ninguém por causa do luto.

— Mas quem falou de convidar ninguém! essa mania... Quando é que a gente já comeu peru em nossa vida! Peru aqui em casa é prato de festa, vem toda essa parentada do diabo...

— Meu filho, não fale assim...

— Pois falo, pronto!

E descarreguei minha gelada indiferença pela nossa parentagem infinita, diz-que vinda de bandeirantes, que bem me importa! Era mesmo o momento pra desenvolver minha teoria de doido, coitado, não perdi a ocasião. Me deu de sopetão uma ternura imensa por mamãe e titia, minhas duas mães, três com minha irmã, as três mães que sempre me divinizaram a vida. Era sempre aquilo: vinha aniversário de alguém e só então faziam peru naquela casa. Peru era prato de festa: uma imundície de parentes já preparados pela tradição, invadiam a casa por causa do peru, das empadinhas e dos doces. Minhas três mães, três dias antes já não sabiam da vida senão trabalhar, trabalhar no preparo de doces e frios finíssimos de bem feitos, a parentagem devorava tudo e ainda levava embrulhinhos pros que não tinham podido vir. As minhas três mães mal podiam de exaustas. Do peru, só no enterro dos ossos, no dia seguinte, é que mamãe com titia ainda provavam num naco de perna, vago, escuro, perdido no arroz alvo. E isso mesmo era mamãe quem servia, catava tudo pro velho e pros filhos. Na verdade ninguém sabia de fato o que era peru em nossa casa, peru resto de festa.

Não, não se convidava ninguém, era um peru pra nós, cinco pessoas. E havia de ser com duas farofas, a gorda com os miúdos, e a seca, douradinha, com bastante manteiga. Queria o papo recheado só com a farofa gorda, em que havíamos de ajuntar ameixa preta, nozes e um cálice de xerez, como aprendera na casa da Rose, muito minha companheira. Está claro que omiti onde aprendera a receita, mas todos desconfiaram. E ficaram logo naquele ar de incenso assoprado, se não seria tentação do Dianho aproveitar receita tão gostosa. E cerveja bem gelada, eu garantia quase gritando. É certo que com meus "gostos",             já bastante afinados fora do lar, pensei primeiro num vinho bom, completamente francês. Mas a ternura por mamãe venceu o doido, mamãe adorava cerveja.

Quando acabei meus projetos, notei bem, todos estavam felicíssimos, num desejo danado de fazer aquela loucura em que eu estourara. Bem que sabiam, era loucura sim, mas todos se faziam imaginar que eu sozinho é que estava desejando muito aquilo e havia jeito fácil de empurrarem pra cima de mim a... culpa de seus desejos enormes. Sorriam se entreolhando, tímidos como pombas desgarradas, até que minha irmã resolveu o consentimento geral:

— É louco mesmo!...

Comprou-se o peru, fez-se o peru, etc. E depois de uma Missa do Galo bem mal rezada, se deu o nosso mais maravilhoso Natal. Fora engraçado:assim que me lembrara de que finalmente ia fazer mamãe comer peru, não fizera outra coisa aqueles dias que pensar nela, sentir ternura por ela, amar minha velhinha adorada. E meus manos também, estavam no mesmo ritmo violento de amor, todos dominados pela felicidade nova que o peru vinha imprimindo na família. De modo que, ainda disfarçando as coisas, deixei muito sossegado que mamãe cortasse todo o peito do peru. Um momento aliás, ela parou, feito fatias um dos lados do peito da ave, não resistindo àquelas leis de economia que sempre a tinham entorpecido numa quase pobreza sem razão.

— Não senhora, corte inteiro! Só eu como tudo isso!

Era mentira. O amor familiar estava por tal forma incandescente em mim, que até era capaz de comer pouco, só-pra que os outros quatro comessem demais. E o diapasão dos outros era o mesmo. Aquele peru comido a sós, redescobria em cada um o que a quotidianidade abafara por completo, amor, paixão de mãe, paixão de filhos. Deus me perdoe mas estou pensando em Jesus... Naquela casa de burgueses bem modestos, estava se realizando um milagre digno do Natal de um Deus. O peito do peru ficou inteiramente reduzido a fatias amplas.

— Eu que sirvo!

"É louco, mesmo" pois por que havia de servir, se sempre mamãe servira naquela casa! Entre risos, os grandes pratos cheios foram passados pra mim e principiei uma distribuição heróica, enquanto mandava meu mano servir a cerveja. Tomei conta logo de um pedaço admirável da "casca", cheio de gordura e pus no prato. E depois vastas fatias brancas. A voz severizada de mamãe cortou o espaço angustiado com que todos aspiravam pela sua parte no peru:

— Se lembre de seus manos, Juca!

Quando que ela havia de imaginar, a pobre! que aquele era o prato dela, da Mãe, da minha amiga maltratada, que sabia da Rose, que sabia meus crimes, a que eu só lembrava de comunicar o que fazia sofrer! O prato ficou sublime.

— Mamãe, este é o da senhora! Não! não passe não!

Foi quando ela não pode mais com tanta comoção e principiou chorando. Minha tia também, logo percebendo que o novo prato sublime seria o dela, entrou no refrão das lágrimas. E minha irmã, que jamais viu lágrima sem abrir a torneirinha também, se esparramou no choro. Então principiei dizendo muitos desaforos pra não chorar também, tinha dezenove anos... Diabo de família besta que via peru e chorava! coisas assim. Todos se esforçavam por sorrir, mas agora é que a alegria se tornara impossível. É que o pranto evocara por associação a imagem indesejável de meu pai morto. Meu pai, com sua figura cinzenta, vinha pra sempre estragar nosso Natal, fiquei danado.

Bom, principiou-se a comer em silêncio, lutuosos, e o peru estava perfeito. A carne mansa, de um tecido muito tênue boiava fagueira entre os sabores das farofas e do presunto, de vez em quando ferida, inquietada e redesejada, pela intervenção mais violenta da ameixa preta e o estorvo petulante dos pedacinhos de noz. Mas papai sentado ali, gigantesco, incompleto, uma censura, uma chaga, uma incapacidade. E o peru, estava tão gostoso, mamãe por fim sabendo que peru era manjar mesmo digno do Jesusinho nascido.

Principiou uma luta baixa entre o peru e o vulto de papai. Imaginei que gabar o peru era fortalecê-lo na luta, e, está claro, eu tomara decididamente o partido do peru. Mas os defuntos têm meios visguentos, muito hipócritas de vencer: nem bem gabei o peru que a imagem de papai cresceu vitoriosa, insuportavelmente obstruidora.

— Só falta seu pai...

Eu nem comia, nem podia mais gostar daquele peru perfeito, tanto que me interessava aquela luta entre os dois mortos. Cheguei a odiar papai. E nem sei que inspiração genial, de repente me tornou hipócrita e político. Naquele instante que hoje me parece decisivo da nossa família, tomei aparentemente o partido de meu pai. Fingi, triste:

— É mesmo... Mas papai, que queria tanto bem a gente, que morreu de tanto trabalhar pra nós, papai lá no céu há de estar contente... (hesitei, mas resolvi não mencionar mais o peru) contente de ver nós todos reunidos em família.

E todos principiaram muito calmos, falando de papai. A imagem dele foi diminuindo, diminuindo e virou uma estrelinha brilhante do céu. Agora todos comiam o peru com sensualidade, porque papai fora muito bom, sempre se sacrificara tanto por nós, fora um santo que "vocês, meus filhos, nunca poderão pagar o que devem a seu pai", um santo. Papai virara santo, uma contemplação agradável, uma inestorvável estrelinha do céu. Não prejudicava mais ninguém, puro objeto de contemplação suave. O único morto ali era o peru, dominador, completamente vitorioso.

Minha mãe, minha tia, nós, todos alagados de felicidade. Ia escrever «felicidade gustativa», mas não era só isso não. Era uma felicidade maiúscula, um amor de todos, um esquecimento de outros parentescos distraidores do grande amor familiar. E foi, sei que foi aquele primeiro peru comido no recesso da família, o início de um amor novo, reacomodado, mais completo, mais rico e inventivo, mais complacente e cuidadoso de si. Nasceu de então uma felicidade familiar pra nós que, não sou exclusivista, alguns a terão assim grande, porém mais intensa que a nossa me é impossível conceber.

Mamãe comeu tanto peru que um momento imaginei, aquilo podia lhe fazer mal. Mas logo pensei: ah, que faça! mesmo que ela morra, mas pelo menos que uma vez na vida coma peru de verdade!

A tamanha falta de egoísmo me transportara o nosso infinito amor... Depois vieram umas uvas leves e uns doces, que lá na minha terra levam o nome de "bem-casados". Mas nem mesmo este nome perigoso se associou à lembrança de meu pai, que o peru já convertera em dignidade, em coisa certa, em culto puro de contemplação.

Levantamos. Eram quase duas horas, todos alegres, bambeados por duas garrafas de cerveja. Todos iam deitar, dormir ou mexer na cama, pouco importa, porque é bom uma insônia feliz. O diabo é que a Rose, católica antes de ser Rose, prometera me esperar com uma champanha. Pra poder sair, menti, falei que ia a uma festa de amigo, beijei mamãe e pisquei pra ela, modo de contar onde é que ia e fazê-la sofrer seu bocado. As outras duas mulheres beijei sem piscar. E agora, Rose!...

O Peru e o Pai - Mortos em Guerra


Mário de Andrade (1893-1945), nasceu em São Paulo, mostrando desde cedo inclinação pela música e literatura. Seu interesse pelas artes levou-o a realizar em São Paulo, de parceria com Oswald de Andrade, a Semana de Arte Moderna, que rasgou novas perspectivas para a cultura brasileira. Sua obra, essencialmente brasileira, reflete um nacionalismo humanista, que nada tem de místico e abstrato. "Macunaíma", baseada em temas folclóricos é, geralmente, considerada a sua obra-prima.




sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

ESTAR JUNTO


Confraria de Lagartixas

Que Noite!!!!

Desnudamento, Intimidade, Verdade, Cumplicidade, Literatura...

Quer mais?

Pois pasmem: a noite foi além.

Amor, Confraternização, Carinho, Flores, Amores, Presença e Presente.

Um Presente com Passado.

Um Passado Partilhado.

Uma História que se insere em nossa veia afetiva e desfaz trincheiras...

Noite de Paz.

Noite Feliz.

Noite de Partilha.

Noite de Abraços, Trocas, Presentes...

Coisas que vem do Coração,

Do Abrir Mão,

Da Consciência da Verdade,

Da Dificuldade de Prosseguir apesar de.

Mas mesmo assim, seguir...

Vir,

Dividir,
  
Insistir.

Para as Minhas Doces Lagartixas.

Me curvo,

Em Respeito ao que Construímos
Partilhamos.

Amor,
Cláudia Belintani Abbud