segunda-feira, 9 de abril de 2012

MAFALDA


Para Léa, nossa Mafalda que contesta o Mundo...

De Quino

Feliz Aniversário!!!!

Com carinho,
Lagartixas

domingo, 8 de abril de 2012

BANDEIRA BRANCA


Santos - 100 Anos de Futebol Arte

Fui assistir o filme do Santos. 
Meio de tarde, cinema lotado, homens, meninos, mulheres, crianças... 
Nos acomodamos tímidos, com uma cumplicidade bonita no olhar. 
Silêncio, o filme acontece.  
Chorei que nem criança que descobre que a festa termina. 
Olho para o lado e vejo um menino que chora... 
Discreto, limpa o canto dos olhos e não descola os olhos da tela.  
Olho para o outro lado e vejo um homem santista que eu amo tanto (ñ sei se pq ele é santista ou pq ele me faz tão feliz),  se acabar em lágrimas de conquistas, vitórias e derrotas sentidas e vividas. 
Senti orgulho de poder estar ao seu lado partilhando a sua bandeira branca. 
Elegante, delicado, cavalheiro, humano... 
Um santista autêntico.
Com a alma lavada de branco, sonhando e acreditando.

Um Santista autêntico...

"O que me encantou foi o branco, aquela verdade pulsando, suando as camisas e "criando" em torno da Vida e da bola..."

"Eu queria ter uma bandeira... Branca, que acompanhasse o vento e o grito da Torcida..."

"A gente estava tão acostumado a ganhar, mas ganhar de muito, que quando a coisa virou, nós não queríamos acreditar..."

"Não ganhávamos nem par ou ímpar na esquina..."

"São esses moleques que vão jogar? As canelas são mais finas que meu braço..."

"Esse cara deve ser santista... Olha só que olhar ele tem..."

"Não sei porque não deixei meu filho ser santista, mas santista é assim, deixa livre..."

"Os meninos chegaram leves, com sede de jogo bonito, mostrando futebol e arte..."

"O lance acontece assim, de repente, a gente vai lá e marca um, dois, três e pronto."

             "Dizem que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, mas aqui (na Vila), cai..."

Santista é assim: sorriso largo e olhar franco...


sexta-feira, 6 de abril de 2012

"DANCE, DANCE, SENÃO ESTAREMOS PERDIDOS"


Gotan Project - Rayuela - Julio Cortázar

(Por Milton e Cláudia Bellintani)

Amarelinha

O Jogo da Amarelinha, capítulo sete.

Olhas-me, de perto me olhas, cada vez mais perto e então brincamos de cíclope, nos olhamos cada vez mais de perto e os olhos se engrandecem, se aproximam entre si, sobrepõem-se e os cíclopes se entreolham, respirando confundidos...

... textos escritos e publicados anos atrás ...

... com cronopios ou sem eles...
? em torno de seu mundo de brincadeira, a essa grave ocupação que é brincar quando se procura outras portas...

Um, dois, três, quatro:
Terra! Céu!
Cinco, seis:
Paraíso! Inferno!
Sete, oito, nove, dez:
Tem que saber mexer os pés.
Na amarelinha, ou na vida,
Você pode escolher um dia.
Qual o lado? De que lado saltarás?

... outros acessos dentro do cotidiano, simplesmente para embelezar o cotidiano, para iluminá-lo bruscamente de outro jeito. Retirá-lo de dentro da caixa, definí-lo, de novo, e melhor.

... ? basta-me fechar os olhos para desfazê-lo inteiro e recomeçar.

... exatamente com sua boca que sorri por debaixo daquela que minha mão te desenha.

Um, dois, três, quatro:
Terra! Céu!
Cinco, seis:
Paraíso! Inferno!
Sete, oito, nove, dez:
Tem que saber mexer os pés.
Na amarelinha, ou na vida,
Você pode escolher um dia.
Qual o lado? De que lado saltarás?

... eu te sinto tremular contra mim, como uma lua sobre a água.

Rayuela

Rayuela, capítulo siete.

Me miras, de cerca me miras, cada vez más de cerca y entonces jugamos al cíclope, nos miramos cada vez más de cerca y los ojos se agrandan, se acercan entre sí, se superponen y los cíclopes se miran, respirando confundidos...

... textos escritos y publicados hace años...

... con cronopios o sin ellos...
... en torno a su mundo de juego, a esa grave ocupación que es jugar cuando se buscan otras puertas.

Un, dos, tres, cuatro:
¡Tierra, Cielo!
Cinco, seis:
¡Paraíso, Infierno!
Siete, ocho, nueve, diez:
Hay que saber mover los pies.
En la rayuela, o en la vida
vos podes elegir un día.
¿Por que costado, de que lado saltarás?

...otros accesos a lo no cotidiano simplemente para embellecer lo cotidiano, para iluminarlo bruscamente de otra manera. Sacarlo de sus casillas, definirlo, de nuevo, y mejor.

...me basta cerrar los ojos para deshacerlo todo y recomenzar.

...exactamente con tu boca que sonríe por debajo de la que mi mano te dibuja.

Un, dos, tres, cuatro:
¡Tierra, Cielo!
Cinco, seis:
¡Paraíso, Infierno!
Siete, ocho, nueve, diez:
Hay que saber mover los pies.
En la rayuela, o en la vida
vos podes elegir un día.
¿Por que costado, de que lado saltarás?

... yo te siento temblar contra mí como una luna en el agua