quinta-feira, 21 de junho de 2012

Vuelvo al Sur


Pra vocês confrades, um pouco de poesia nesta quinta-feira chuvosa, cinza e fria. Beijos, D.

Vuelvo al Sur
Composição: Astor Piazzolla/Música: Fernando Solanas
Vuelvo al Sur,
como se vuelve siempre al amor,
vuelvo a vos,
con mi deseo, con mi temor.
Llevo el Sur,
como un destino del corazón,
soy del Sur,
como los aires del bandoneón.
Sueño el Sur,
inmensa luna, cielo al reves,
busco el Sur,
el tiempo abierto, y su después.
Quiero al Sur,
su buena gente, su dignidad,
siento el Sur,
como tu cuerpo en la intimidad.
Te quiero Sur,
Sur, te quiero.
Vuelvo al Sur,
como se vuelve siempre al amor,
vuelvo a vos,
con mi deseo, con mi temor.
Quiero al Sur,
su buena gente, su dignidad,
siento el Sur,
como tu cuerpo en la intimidad.
Vuelvo al Sur,
llevo el Sur,
te quiero Sur,
te quiero Sur…

Chove chuva, chove sem parar....


Para a Lagartixa azul, que me remete à todas as cores... Obrigada.


Bom dia queridas Confrades!

Tudo conspirava para nossa quarta não existir... Foi uma dificuldade chegar na Casinha da Lapônia, um trânsito da hora, chovia sem parar, dois jogos de suma importância para torcer mas seis imperatrizes conseguiram comparecer! Cláudia, Mary Joey, Angela, Inês, Tânia e eu.

Não vamos falar do jantar...Tudo de bom! Tio Péricles ficou muito satisfeito, ele adora peixe....rsrs

Falamos do conto O Imperador, da persistência do homem contra a força da natureza em pescar um peixe de 45 kg que já tinha conseguido sobreviver a dois anzóis. Com essa conquista que o leva a exaustão física, ele decidi mudar sua vida bruscamente. Um conto fácil e gostoso de ler. A sensação é que você também pescou o belo Imperador! Bacana.

A Cláudia novamente foi para a poltrona, leu um conto de Isabel Allende, do livro Contos de Eva Luna, "O mais esquecido do esquecimento". Também fácil de ler, mas triste um tanto pesado.

Meninas, questionamos sobre o blog, confraria, leitura. Saímos do foco? Acho que não podemos perder a essência...já fizemos tanto....nossa Confraria já tem dois anos....

Leitura para a próxima quarta:
1) Conto "Não existem cobras na Irlanda" (Frederick Forsyth) - a Cláudia vai passar por email.
2) Na poltrona vai a Mary Joey.

Achamos legal ler o livro Sem Perdão do Frederick Forsyth, fica mais fácil se todas comprarem o livro. Assim fica um conto por semana.
Vamos marcar a data para falar do livro O Retrato de Dorian Gray?
Puxa o São Paulo perdeu...aí D. que droga. E ainda pro Coritiba?!
Vou dormir....beijocas carinhosas
Sil Azul

terça-feira, 19 de junho de 2012

Na imensidão azul

Mergulhando para dentro da imensidão...

Essa noite eu tive um sonho em que eu ia mergulhar (eu sou mergulhadora e pretendo fazer o curso de dive master- é indispensável o uso de roupas especiais para o frio, cilindro, regulador, máscara, nadadeiras e etc) em algum lugar que tinha uma laje... estava um pouco frio e começando a anoitecer... Eu estava tão feliz em mergulhar que eu simplesmente peguei impulso, corri e me joguei da laje.
Quando eu comecei a descer para o fundo do mar, percebi que estava descendo rápido demais e tudo estava muito escuro... Mas ao mesmo tempo me sentia incrivelmente em paz na descida... Quando dei por mim, meu instrutor apareceu, com vários equipamentos, roupa especial de frio, lanterna de mergulho noturno e fazendo um sinal para eu subir...
Quando me olhei, eu estava somente de biquíni sem nenhum instrumento próprio e segurando o pouco ar que restava do meu próprio pulmão. Ainda dei uma última olhada para a imensidão abaixo de mim e foi quando percebi que ficava cada vez mais escuro lá embaixo... 
Lá onde luz nenhuma alcançava mais, conheci uma cor preta diferente... Fiquei encarando ela, petrificada... Percebi que era um preto opaco, azulado e ao mesmo tempo irresistível... era tão fascinante que senti um medo muito forte e fui perdendo meu ar... senti como se eu estivesse engasgado em ver algo muito mais forte do que eu poderia suportar... então eu nadei para cima, com todas minhas forças! Batendo desesperadamente meus pés e tremendo de frio!
Consegui retornar a superfície.
Voltei para a laje, me deitei molhada e fria nela... meus amigos mergulhadores vieram me cobrir com um fino cobertor... não sabia se me esquentavam, ou se me cobriam da vida que passou. 

Carla Belintani